quinta-feira, 24 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
STS-135 Hail Atlantis!!!
Ver o lançamento do Ônibus Espacial Americano foi uma delas. A missão STS-135 foi o último voo depois de 30 anos trazendo progresso e conhecimento para toda humanidade.
O programa do Ônibus Espacial pagou um preço bastante caro, duas espaçonaves foram perdidas, sem contar as vidas envolvidas. Mas as lições foram aprendidas, e as espaçonaves foram aperfeiçoadas, tornando-se a espaçonave mais versátil e segura da atualidade.
Agora, o Ônibus Espacial é história.
Mas sei que não será mais possível ver o lançamento de tal máquina.
O jeito será se contentar com os vídeos HD na internet.
domingo, 13 de novembro de 2011
San Francisco, Califórnia
| Morro do Teatro |
Mais uma vez estava enganado. Descobri isso quando fui passar alguns dias na cidade de San Francisco no estado da Califórnia, na costa Oeste dos Estados Unidos. San Francisco é considerada uma das melhores cidade pra se viver dos EUA.
Acostumado ao ambiente na costa Leste dos EUA, San Francisco mostra logo de cara que as diferenças entre a costa Leste o Oeste dos EUA não são apenas os diferentes oceanos que banham cada uma das costas, já no aeroporto internacional da cidade é possível ver que as companhias aéreas que ali operam já não são as mesmas que operam na costa Leste, os aviões são maiores para vencer as distâncias transpacíficas. O ritmo das operações é diferente, o ritmo das pessoas que ali trabalham é diferente da Costa Leste. O senso de urgência é diferente, mas tudo ocorre como planejado.
A cidade é fantástica. Situada na península de San Francisco, cercada pelo oceano Pacífico de um lado e pela baia de San Francisco do outro, a cidade é conectada ao continente pelo lado Sul. Atrações turísticas por todos os lados, arquitetura bastante especial, um relevo de extremos, e claro, algumas das pontes mais imponentes do mundo, entre as quais está a Golden Gate, a ponte mais fotografada do mundo.
San Francisco está situada exatamente sobre a falha de San Andreas, ou seja, San Francisco está situada entre as placas tectônicas Norte Americana e a do Pacífico. Uma região propensa a forte terremotos, o que pode ser verificado historicamente, com grandes terremotos que já abalaram San Francisco, o maior deles em 1906 e o último em 1989, fato que faz com que a cidade viva cada dia como se fosse o ultimo.
San Francisco tem um dos melhores sistemas de um transporte público da costa oeste americana, logo não será necessário andar de carro pela cidade. Ônibus são abundantes, Taxis são fáceis de serem encontrados, e ainda existem os bondes, ou como são conhecidos em San Francisco, Cable Cars. Carros que se utilizam de sistemas de cabos para vencer as subidas e descidas extremas da cidade. Acabamos não andando nos bondinhos, alugamos um carro. Erro banal, mas que lhe custará algumas dezenas de dólares por dia para estacionar na cidade, especialmente se escolher um hotel no centro da cidade, e ainda te custar uma volta nos bondinhos, como nos custou.
| A Ponte Golden Gate |
| A Ilha de Alcatraz |
A segunda atração é a ilha de Alcatraz. No centro da baia de San Francisco, entre as pontes Golden Gate e a Bay Bridge, a ilha, que já funcionou como fortificação militar, e prisão de segurança máxima onde muitos criminosos ilustres, tais como Al Capone cumpriram pena, é uma parada obrigatória na cidade de San Francisco. Barcos são oferecidos em intervalos de aproximadamente uma hora, e um detalhe muito importante é que durante a visita dentro da prisão, você recebe um equipamento de áudio onde detalhes do que aconteceu dentro dos muros da prisão são contados por antigos oficiais que trabalharam em Alcatraz e até mesmo antigos prisioneiros. E o melhor de tudo, você pode ter todas essas informações em português. Através do áudio, é possível sentir como se estivéssemos em Alcatraz por uma vida inteira e não apenas por algumas horas.
Mas San Francisco não está limitada somente a essas duas atrações, há ainda o centro da cidade, o edifício das Nações Unidas, o Paço Municipal, as Casas construídas em estilo Vitoriano, e muito mais, vale a visita, por um dia, dez dias ou durante uma visita a ao Estado da Califórnia, ou mesmo para rever os amigos.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Bem que você poderia esperar um pouco mais...
| Super Hannie |
A Hannie, Rany, Rannie, Hany. Nunca definimos como o nome dela era escrito. Quebrei a perna em um acidente de moto, e queria um bichinho de estimação que pudesse me fazer companhia durante o tempo que estaria em casa com a perna engessada me recuperando. Então, a Hannie, (prefiro assim), apareceu na minha vida. Um cachorro de verdade, doida pra correr por tudo, passear na rua, fazer literalmente tudo que desse na telha. Mas que também vigiava a casa, latia pra estranhos e virava lixo quando não fazíamos as suas vontades.
Ela envelheceu, ganhou alguns pelos brancos, ficou doente, melhorou, rolou na carniça, nadou na piscina, se fingiu de machucada, dormiu na cama com a gente, arrebentou a coleira, quase foi atropelada, pegou carrapato, pulga, ficou cheirosa, andava de carro, e nunca me devolveu a bolinha quando brincávamos.
E era o meu cachorro, depois de Hannie, virou Preta, SuperDog, Black, Tranqueira, Hanão.
Sua vidinha de cachorro foi curta, só 11 anos. Agora vale a pena lembrar dela correndo atrás da bolinha de borracha, rolando na parede após um banho no chuveiro, com agasalho no frio, de laço e com qualquer enfeite, se achando a Miss Brasil, pulando no sofá fazendo bagunça, ou ainda deitada na cama, com cara de quem não está entendendo, tentando garantir um lugar na cama quente pra passar a noite.
Enfim, uma super cachorra, a minha cachorra. Não levei ela comigo nessa minha nova aventura fora do Brasil, mas a casa dela era lá. Seu lugar era lá.
Vou lembrar de você. Saudades de você.
Cachorro Gente! Parecia mais gente que eu mesmo.
domingo, 9 de outubro de 2011
Como Reclamamos
Uma notícia de que radares móveis para fiscalização de velocidade na cidade de São Paulo. Removidos devido ao grande número de reclamações por parte dos motoristas de São Paulo.
Mas pera ai: Limites de velocidade não são para serem respeitados? Então porque a revolta? Porque reclamar? Uma indústria de multas, uma máquina de roubar dinheiro do povo, ou ainda, para os adeptos de teorias da conspiração, uma maneira de controlar a população.
Mas, de qualquer maneira, gosto compartilhar a minha opinião. Limites de velocidade devem ser respeitados, independentemente se são baixos demais ou ainda altos demais, ou inadequados. Foram definidos por uma razão simples: Segurança. Respeitando os limites de velocidade, cumprimos a lei, e principalmente, salvamos vidas. E além disso dirigindo dentro dos limites de velocidade, consequentemente aquela tal fábrica de multas deixa de existir. Interessante não?
Mas, a maioria de nós brasileiros, prefere achar que como o sistema não funciona corretamente, que nosso governo não nos suporta da maneira que deveria, ou ainda devido a corrupção, e, porque temos um carro que atinge até “mágicos” 180km/h, e por isso devo dirigir acima do limite de velocidade estipulado em 120km/h. E o mais legal: Economiza combustível, e não detona o meu carro.
A única coisa que sei é que tento fazer a minha parte, mesmo não estando por lá.
domingo, 18 de setembro de 2011
Nossas Opiniões Mudam. Amadurecemos
Cheguei nos meus 30 anos de idade. Meio estranho, mas nada realmente muda, exceto para os crentes em astrologia, que relacionam a idade de 29 a 30 anos com o retorno de Saturno. Deve ser por causa da duração da órbita de planeta Saturno que dura 29 anos e, conforme a astrologia, tem relação com o amadurecimento da pessoa. Confesso que não creio muito nisso não.
Nos meus 28 anos, ou seja, antes do meu tal retorno de Saturno, decidi que iria casar, mudar de emprego e mudar de cidade, país e até de continente. Mudanças um pouco radicais, mas que valeram a pena.
Mudei de país. Deixei o país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, e fui morar, quer dizer, viver no nosso vizinho do norte, um lugar chamado Estados Unidos da América. Um lugar que, quando crianças, estudamos muito pouco, mas que desde cedo aprendemos que tudo que usamos, desde brinquedos a computadores vem de lá, ou tem alguma relação com este país.
Mas um país, que a maioria de nós, passa a ter uma relação um pouco diferente na nossa adolescência, ou quando começamos a formar nossas opiniões a respeito de tudo e todos. Essa relação passa a ser de amor e ódio. Nos apaixonamos pela música, pela tecnologia, pelas fotos, e seriados enlatados que nos são enviados goela abaixo na televisão. E ao mesmo tempo passamos a odiar o país que jogou duas bombas atômicas contra o Japão, durante a Segunda Guerra Mundial, que embarga o comércio com a ilha de Cuba, que protege seus interesses sem maiores preocupações com a opinião mundial, entre muito outros fatores, que gostamos de listar, e que geralmente sobrepõem a todos os outros fatores, os quais nos apaixonamos.
Daí ficamos mais velhos, e novamente mudamos de opinião, e quando vamos para a faculdade, voltamos a pensar diferente a respeito deste lugar. Este lugar passa a ser mais amigável, e ficamos mais próximos, e queremos entender o que acontece por aqui. Mas, geralmente, algum conflito acontece ao redor do mundo, e voltamos a nossa opinião adolescente a respeito dos EUA. Parece um processo cíclico.
Alguns formam opiniões diferentes a respeito, opiniões que, são um pouco mais consistentes, porém estes são considerados pró EUA, ou melhor, não sabem o que falam, ou ainda foram absorvidos pelo sistema conspiracionista Americano, ok, estou exagerando um pouco, mas não foge muito disso não.
Bom, hoje moro nos Estados Unidos da América por um ano e três meses, e hoje posso dizer que vi coisas que não espero ver em nenhum outro lugar do mundo, melhor, acho que não vou ver em nenhum outro lugar do mundo.
Um Cabo do Exército Americano ser ovacionado por uma multidão de 40 mil pessoas durante um jogo de Beisebol não é algo que se vê todo dia. Voltar pra casa depois de alguns meses num lugar distante, já é uma recompensa e tanto e ainda lutando por uma "liberdade" que não veio de "graça", é um motivo enorme para o povo americano. Independentemente se a guerra ou se os interesses defendidos não trarão benefícios a outras nações. Isso realmente não é importante para o povo Americano. Na minha opinião, a soberania de um país, os interesses da nação, vem em primeiro lugar.
Onde se preserva a história. Boa ou ruim. Importante ou não. Onde fazer parte das Forças Armadas é levado a sério. Como sempre escrevo, sinais de trânsito são respeitados, pessoas são respeitadas. O sistema funciona, e vale a pena respeitar o sistema. Infrações de trânsito acontecem, e devem ser pagas por motoristas de Porches, Camaros, Mustangs, SUVs, enfim, todos são tratados igualmente.
E ainda por cima, discos voadores sempre pousam por aqui. Pelo menos é o que mostram os filmes.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Detroit Tigers
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| Comérica Park |
É o que todos dizem quando visitam a Motor City no sudoeste do estado de Michigan. Cidade que já foi a mais rica dos EUA, agora agoniza, luta para sobreviver. Edifícios abandonados, a criminalidade é relativamente alta, e faltam atrativos para visitação.
Mas algo que faz com que a cidade renasça, duas vezes por semana, as vezes mais, três horas por noite. O Beisebol.
O time do Detroit Tigers tem sua sede no Comerica Park, um estádio localizado no centro da cidade de Detroit, na Woodward Avenue, a US-1. Time que sempre está entre os melhores da MLB, a Liga Americana de Beisebol, e atrai um bom público nas suas aparições, além de ser um time de enorme carisma, com seus jogadores que vão dos vilões aos bonzinhos.
O Beisebol é um jogo estranho, é a única modalidade esportiva em que é defesa que controla o ritmo do jogo, portanto para nós brasileiros, é necessário inverter tudo o que conhecemos a respeito de esportes de bola, além das posições no campo que são completamente diferentes e ainda as dimensões do campo fogem do tradicional retângulo, ou como os comentaristas de televisão dizem, as quatro linhas. O campo do Beisebol tem formato de um diamante.
O Pitcher, o jogador que arremessa a bola, geralmente é o astro do jogo. Ele é que pode decidir entre a vitória e a derrota do time, as atenções do jogo sempre estão para o Pitcher, no caso do Detroit Tigers, Justin Verlander, o melhor pitcher da temporada de 2011.
Porém vai um conselho, o Beisebol é um jogo lento, e para os menos avisados, é possível dormir nas arquibancadas, especialmente se não entendemos o jogo, quais são as regras, e a maior contradição do jogo: O pitcher arremessa a bola em direção ao rebatedor, porém ele tem de jogar de uma maneira que o mesmo não consiga rebater. Eu, particularmente não consigo entender.
Vale a pena também aproveitar os eventos especiais após os jogos, que vão de queima de fogos a sorteios de brindes.
domingo, 11 de setembro de 2011
Onze de Setembro de Dois Mil e Um
| Construção do Novo WTC |
Neste mesmo dia, aviões comerciais foram seqüestrados nos EUA, e jogados contra o que eram considerados símbolos do poder e do capitalismo americano. Esses símbolos incluíam as torres do World Trade Center na cidade de Nova Iorque, o Pentágono, e pelo menos mais um alvo que até hoje não foi esclarecido.
Não vale a pena ficar procurando culpados ou ainda enumerando acontecimentos que levaram a destruição dos edifícios ou ainda as consequências que o atentado levou, principalmente aos países do Oriente Médio e Ásia. Em nome de Deus, em nome das mazelas que o “capitalismo americano” impõe aos países, que de certo modo evitam jogar o jogo americano, ou ainda, lunáticos que se acham no direito de influenciar a vida daqueles que nada tem a ver com a sua situação agora não importa mais. Aconteceu, aviões foram jogados contra as torres, e agora vivemos as consequências deste ato covarde.
Porém, a principal mudança aconteceu na própria cultura Norte Americana. Os estadunidenses mudaram o seu modo de pensar, e de certo modo, após quase 100 anos de guerras contra outros países, os EUA sentiram o impacto da artilharia inimiga em seu território continental. Os inimigos acertaram os EUA em seu coração, porém não havia um inimigo evidente contra o qual os EUA poderiam declarar guerra. Desde do dia Onze de Setembro de Dois Mil e Um, os EUA não são mais intocáveis. Sim, após duas guerras mundiais, os EUA foram atingidos.
Isso mudou a maneira de pensar da maioria dos Estadunidenses. O Patriotismo, que já era evidente na maior parte do país, passou a ser exacerbado. A chamada “Guerra ao Terror” iniciada pelo então presidente George W. Bush, abriu um precedente para que a cultura Estadunidense fosse espalhada para o mundo todo, incluindo países que antes nunca tinham ouvido falar dos símbolos do dito capitalismo americano. E o cidadão comum Estadunidense tem orgulho de fazer parte de uma nação que defende seus interesses a qualquer custo, que faz guerra se assim for necessário para manter sua hegemonia ou até os padrões de vida americanos, e principalmente a unidade do País.
E além disso, o Estadunidense tem orgulho de fazer parte de uma nação que defende outras nações sem, explicitamente, pedir nada em troca. Nação que mesmo em crise, está sempre presente defendendo e protegendo seus cidadãos em terras estrangeiras, fornecendo ajuda humanitária para países que necessitam. Nação que faz valer a constituição válida desde o ano de 1787.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Museu da Força Aérea Americana
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| Vista Geral do Hangar |
Vivendo aqui por mais de um ano, é parte do nosso cotidiano procurar coisas para se fazer, principalmente porque o verão é curto, e os “seis meses” de inverno chegam bem rápido, portanto é muito importante aproveitar os poucos meses que se pode viajar sem preocupação com o clima. Apesar que as chuvas de verão no meio oeste também não são nada suaves.
Decidimos pagar uma visita ao Museu Nacional da Força Aérea Americana, na cidade de Dayton, no estado de Ohio, Uma viagem que dura quatro horas do Sudeste do estado de Michigan até o “meio do nada” no estado de Ohio. Dayton é uma cidade relativamente grande, há várias atrações, restaurantes diferentes, onde pode se encontrar boa comida, porém a cidade vive da aviação. Foi aqui que os irmãos Wright realizaram o primeiro vôo de um objeto mais pesado que o ar em 1903 e “esconderam” o feito do mundo por uns 5 anos. Logo, se você procura um lugar para saber mais a respeito da história da aviação americana e mundial, a cidade de Dayton é o lugar perfeito, ou perto disso.
O Museu Nacional da Força Aérea Americana fica localizado dentro da base aérea Wright Patterson, numa área de acesso livre para civis. Formado por 3 hangares, um auditório, e um cinema IMAX, além de mais dois hangares que estão localizados dentro da área restrita da base. O museu é um programa para o dia todo, e aqui vale a máxima de que Deus ajuda quem cedo madruga. Chegue cedo e será recompensado, pois será uma visita quase que exclusiva. A visita é gratuita, e algumas partes do museu requerem inscrição por ordem de chegada, por isso chegar cedo é importante.O acervo do museu é extenso, inclui desde os primeiros aviões da USAF (United States Air Force) quando ainda era parte do exercito americano, como o primeiro avião desenvolvido pelos irmãos Wright para os militares, e vai até o mais moderno avião de combate da USAF, o F-22 Raptor. E entre todos estes aviões, ainda é possível encontrar o B-29 Bockscar, um dos aviões que contribuíram diretamente para o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945.
Os hangares localizados na área restrita da base requerem transporte especial, fornecido pelo museu, e antes disso é necessário fazer uma inscrição que permitirá a utilização deste transporte. A visita nestes hangares dura, no máximo 50 minutos, ou seja, tenha em mente o que procurar dentro dos hangares. A circulação dentro dos hangares é livre, porém, como dito antes, o tempo de permanência dentro dessa área é controlado.
Em um dos hangares, chamado de Presidential Gallery, será possível observar os aviões presidenciais utilizados através dos tempos, desde do avião de Franklin Roosevelt até o avião utilizado por John Kennedy, Ronald Reagan, entre outros. Vale ressaltar que é possível entrar em quase todos eles, e conhecer como o avião é modificado para servir ao presidente dos EUA, assim como fatos que ocorreram dentro destes aviões.
No outro hangar, a R & D Gallery, estão muitos dos aviões que serviram para pesquisa e desenvolvimento desde os anos 50 até os dias de hoje, estando entre eles o XB-70 Valkyrie e até o X-15, o avião recordista em velocidade.
O museu é grande, é possível gastar o dia todo e mesmo assim não será possível ver tudo, ou ainda ter visto tudo e sair com a sensação de que algo ficou sem ser visto, portanto uma visita rápida não vai ser suficiente, o melhor é chegar cedo, aproveitar e almoçar dentro do museu, num restaurante simples e que atende a todos os gostos, e ir embora no final da tarde, quase na hora de fechar.
Site oficial: http://www.nationalmuseum.af.mil/index.asp
1100 Spaatz Street
Wright-Patterson AFB OH 45433
(937) 255-3286
Aberto 7 dias por semana das 9 até as 17 horas. Fechado no no dia de Ação de Graças, Natal e Ano Novo.
domingo, 4 de setembro de 2011
Selfridge Air National Guard Base
Nos EUA, shows aéreos são relativamente fáceis de se encontrar. Em todos os estados, são realizados shows aéreos, e é possível ir a dois diferentes shows aéreos no mesmo final de semana.
No final de semana do dia 20 de agosto de 2011, estava programado o Selfridge air show. A ser realizado na base aérea da Guarda Nacional, no estado de Michigan, condado de Macomb. Uma área muito bonita por sinal, onde todos levam seus brinquedinho aquáticos para o lago Saint Claire. Me chamou a atenção a falta de divulgação do evento, porém um evento que se destina a "apaixonados" pela aviação, não necessita de muita divulgação.
Decidimos ir no domingo a tarde, dia 21 de agosto. 1 hora da tarde. Chegando a base as 2 horas da tarde, transito caótico, policiais por todos os lados, coisa não muito normal para um evento desse porte nos EUA. Após algumas tentativas frustradas de chegar a base, decidimos ir embora. Talvez fazer algo mais a sombra seria melhor.
Chego em casa e procuro na internet se existem comentários a respeito do evento. Descubro que exatamente a 1 hora e 30 minutos daquele domingo, o "stunt man" Todd Green caiu ao tentar se transferir de uma aeronave para um helicóptero. Todd sofreu uma queda de aproximadamente 300 metros de altura. Logo se explica a confusão ao redor da base aérea.
Todd, fazia tais "stunts" há algum tempo, e ainda não se sabem as causas do acidente.
Condolências a família.
domingo, 7 de agosto de 2011
Early Bird Gets the Worm
| Explosão do Ônibus Espacial Challenger |
Ou seja, duas analogias com dois possíveis métodos de gerenciamento numa empresa, o primeiro, onde considera-se que vale a pena correr os riscos de, literalmente, dar a cara a tapa, e o segundo método onde vale a pena esperar pelo erro do primeiro rato (que deu a cara a tapa pelo queijo e foi morto pela ratoeira), e colher os frutos de um trabalho relativamente mais fácil.
Porém, nos dias atuais, considero que não há espaço para o segundo rato. Não existem mais “galinhas mortas”. Não há mais a possibilidade de esperar o seu concorrente agir primeiro e colher os frutos de um trabalho já começado por quem quer que seja. Não há como Control +C e Control+V no trabalho sem pagar o preço, não existe mais o dinheiro fácil.
Um exemplo que gosto é o programa espacial americano. Comandado pela NASA, a agência espacial americana, com exceção da fase inicial, o programa espacial americano sempre foi pioneiro, e pagou o preço por isso, de forma mais ou menos trágica, mas pagou o preço. Porém é necessário ver tudo o que foi conseguido pelo programa espacial americano e como consequência boa parte da humanidade.
Os acidentes da Apollo 1, Apollo 13, a Challenger, e Columbia, são a prova desse pioneirismo, e dos custos que esse pioneirismo por causar, porém após tais acidentes, os vôos espaciais da NASA ficaram mais seguros, e além disso sempre foram mais longe que todo e qualquer programa espacial no planeta.
Ser um Early Bird pode custar caro, porém os objetivos podem ser maiores e alcançados mais facilmente.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
New York City
E é no final de Maio que faço minhas malas, ou melhor minha mochila, com destino a Big Apple, até hoje não me explicaram com exatidão a origem deste apelido, a cidade de Nova Iorque. De Michigan até o estado de Nova Iorque não é uma viagem fácil de carro, mas a paisagem vale a pena. Uma experiência bem diferente.
A viagem começa bem cedo, já que não será fácil encarar as 12 horas de estrada, e ainda por cima, cruzar o estado da Pensilvânia, o que nos levará por dentro de muitas reservas ecológicas, animais silvestres próximos a rodovia, ou até mesmo tentando atravessar a mesma, logo todo cuidado é pouco.
Michigan, Ohio, Pensilvânia, Nova Jersey, e finalmente o estado de Nova Iorque, e consequentemente a visão da Big Apple. Pedágios para se chegar a cidade, estacionamento pago e extremamente caro, e um trânsito caótico. Para os padrões americanos. Um Paulistano não teria problema algum. Porém, mesmo com essas adversidades é possível deixar o carro na garagem e se aproveitar do sistema de transporte público que inclui ônibus, taxis, e metrô, e além disso, os pontos históricos não ficam muito distantes um dos outros o que permite andar e curtir a cidade.
| Estátua da Liberdade |
- Estatua da Liberdade e Ellis Island: A Estatua, por si só, já dispensa descrições adicionais. É tida como símbolo do novo mundo que era buscado por muitos, e também um dos principais cartões postais americanos. Para chegar até a ilha onde o monumento está localizado é preciso pegar o barco na baixa Manhattam, transporte que leva por volta de 10 a 15 minutos para chegar até a ilha. E na ilha, além da própria estatua, é possível andar pelo parque que ali existe, e comprar souvenires.
Para voltar a ilha de Manhattan, o barco faz uma parada, na minha opinião, obrigatória em Ellis Island, porta de entrada obrigatória para aqueles que buscavam uma nova vida no Novo Mundo. Novo Mundo que nem sempre significava melhores condições de vida, porém a única alternativa de muitos.
| Ellis Island |
- Central Park: Uma ilha verde dentro da ilha de concreto. No centro de Manhattan, é aproveitada pelos Nova Iorquinos todos os dias, principalmente no verão, desde para passear com o cachorro ou mesmo para a aproveitar o tempo livre, ou uma tarde de verão. Vai valer a pena aproveitar e ver executivos de terno e gravata relaxando alguns minutos após um almoço de negócios.
- Empire State: O edifício mais alto da cidade. Proporciona uma visão de 360 graus da ilha. A vista vale a pena principalmente ao entardecer, quando as cores e formas se misturam, criando uma vista ainda mais curiosa da cidade que nunca dorme.
| Edifício Empire State ao fundo |
- Times Square: A máxima de que a cidade de Nova Iorque nunca dorme se aplica com perfeição à esta parte da cidade. Aproveite para tirar fotos com os “super heróis” que sempre ali estão e também fazer algumas compras.
Enfim, uma cidade de muitos atrativos, e principalmente, de muitas cores, muitas pessoas, que chegam ali de todas as partes do mundo, e que tem algo em comum com a Broadway, Times Square, com a ponte do Brooklin, ou até mesmo com o seriado de tv “Todo Mundo Odeia o Chris”.
sábado, 30 de julho de 2011
Saint Paul Chapel
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| WTC Ground Zero |
Todos se dirigem normalmente para o trabalho, outros estão presos no tráfego, e outros correm para conseguir o seu café da manhã numa das Starbucks espalhadas pela baixa Manhattan. Há ainda os que estão aproveitando a manhã no parque no centro da ilha.
Por volta das 10 horas da manhã, se ouve um ruído que a cidade já está bastante acostumada, porém mais intenso, parece mais próximo. Aliás, está mais próximo, e que desaparece repentinamente após um ruído de impacto. Poucos sabem o que realmente aconteceu. Um Boeing 767 atinge um dos edifícios mais altos da ilha de Manhattan. A torre Norte do World Trade Center na parte baixa da ilha.
A cidade para, literalmente. Redes de TV entram em rede nacional, e passam a mostrar imagens do que seria um dos acontecimentos mais aterrorizantes da curta história da Humanidade no planeta Terra. Um edifício está em chamas, a cidade atônita tenta entender o que está acontecendo. O chefe da nação recebe a notícia e parece paralisado. Sua expressão não demonstra nenhuma emoção, além do que parece um enorme ponto de interrogação.
As imagens são exibidas em todo mundo, quando a cidade, mais uma vez, ouve o mesmo ruído, tão intenso quanto o primeiro. Um segundo Boeing 767 atinge a torre Sul do World Trade Center. O mundo todo assiste pasmo ao segundo impacto. O que inicialmente parecia um acidente, agora tem se a certeza de que se trata de algo planejado, premeditado.
Uma imensa operação, nunca antes tentada, se inicia para colocar no chão tudo que voa no espaço aéreo dos EUA, operação que deve ser executada a qualquer custo. Outro avião cai no estado de Ohio, numa área desabitada. Este era o vôo United 93, outro avião seqüestrado. A operação para pousar todos os aviões que estão no espaço aéreo americano no chão é bem sucedida e em pouco mais de 1 hora apenas aviões militares estão no céu.
Todo departamento dos Bombeiros de Nova Iorque é chamado para o local do impacto. Postos de comando são montados a redor da área do impacto, no bairro de Soho, na baixa Manhattan, o objetivo é fazer com que as pessoas sejam retiradas da área o mais rápido possível, além de evacuar os dois edifícios que foram atingidos pelos aviões. As pessoas que estão nos andares acima do impacto da aeronave não têm como descer, e deixar o edifício, e alguns aguardam nas janelas há mais de 300 metros de altura esperando por uma solução que não veio. Não há esperança.
Rapidamente, os edifícios vão sendo evacuados, e repentinamente, toda área é tomada por uma poeira densa, se torna difícil enxergar e respirar. A paisagem na cidade muda, vidas são literalmente varridas. As ruas estreitas ao redor dos edifícios são tomadas por poeira, entulho, sapatos, computadores, vigas de aço, documentos. Entre as vítimas, estão mais de 300 homens do Corpo de Bombeiros da cidade de Nova Iorque as torres desabam.
Ao mesmo tempo, todos os principais edifícios da cidade são evacuados, no temor de que mais ataques possam acontecer, todos se tornam suspeitos apesar do perigo ter vindo do alto.
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| Saint Paul Chapel |
A capela de Saint Paul, nas semanas seguintes passa a ser o posto de comando para as operações de resgate que continuam por semanas. Lugar onde todos aqueles que trabalham nestas operações o utilizam para descansar, nem que seja por apenas alguns momentos. E 10 anos depois se torna uma espécie de memorial ou santuário as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Um local que serviu de refúgio para aqueles que mais precisaram naquele dia, local que serviu como refúgio a muitas pessoas independente de raça, credo ou classe social, mas que precisavam se proteger de alguma forma, ou ainda procurar por parentes, receber informações de pessoas, que talvez estivessem nos edifícios naquela manhã, e que nos dias seguintes eram dadas como desaparecidas.
Tamanha tragédia, logo ali ao lado, me faz pensar que esta pequena igreja, ou melhor, este pequeno prédio público foi guardado por alguém maior, como se "ele" dissesse que apesar da humanidade ainda matar em meu nome, eu ainda me preocupo com vocês. Ou ainda apenas uma coincidência devido a uma estrutura reforçada ou por outro qualquer motivo.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Meu próprio reflexo
Sempre reclamamos dos políticos, do preço da gasolina, dos impostos, das multas, das tarifas bancárias, enfim, de filas reclama de tudo que está ao seu alcance.
Por outro lado, fazemos algumas coisas, que pelo menos eu, brasileiro comum, que apesar de ausente da Terra Brasilis, ainda paga seus impostos e honra seus compromissos para com ela.
Daí seguem algumas das minhas opiniões que o Brasileiro precisa refletir a respeito, antes de sair às ruas para protestar pelo quer que seja. Quando o brasileiro começar a fazer algumas dessas coisas ai que eu descrevi no texto, aí sim o brasileiro vai poder reclamar seus direitos, e será capaz de se indignar e com razão.
- Motoristas que não são punidos por causarem acidentes pelos mais diversos motivos, basta ter um carro importado;
- Pedestre que não é punido por não respeitar o sinal de travessia de pedestres;
- Motoristas de ônibus não sabem o significado do sinal de trânsito: "Dê a preferência";
- Motociclistas não têm asas;
- Licenciamento e IPVA devem ser pagos todo ano, independente de você possuir um carro, moto, caminhão. Sim, é extremamente caro, porém na hora da compra, todo brasileiro sabia que estava se compromissando a pagar tais despesas.
- Multas não são emitidas a toa. Se uma multa por excesso de velocidade é emitida, é porque você emitiu o limite de velocidade. O mesmo se aplica para multas de estacionamento irregular, falta do uso do cinto de segurança, falar ao telefone celular enquanto dirige, e por aí vai.
- CD´s são caros, porém isto não justifica baixar música da internet de graça. Muita gente trabalhou pesado para conseguir que aquele CD que você gosta chegasse até a loja;
- TV por assinatura já é definida no próprio nome. Você precisa assinar para que possa assistir, ou seja, pagar;
- Energia elétrica, apesar de ser extremamente cara no Brasil, é paga e tem um custo, e os ditos "gatos" só fazem que este custo seja aumentado e repassado para todos os consumidores;
- Jogos de videogame também têm seu custo. Alguém trabalhou para desenvolver e depois vender. Comprar na "25" por cinco reais não é legal.
Tudo isso, pra dizer que antes de sairmos falando a torto e direito que o Brasil não tem mais jeito, que os políticos são todos farinha do mesmo saco, pode ser que façamos parte deste mesmo saco de farinha.
A lista acima é pra se pensar um pouco, ou melhor, pensar bastante
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Você mora perto do dedão da sua mão direita?
Pensava: O que tem a ver a mão direita do cara, com a cidade que ele mora? Porque essa mania de mostrar a mão e apontar algo perto do dedão? Ou as vezes mais ao centro, no dedo indicador. O que significam essas indicações? Todos mostram suas mãos para indicar onde moram, porém não há nenhuma explicação a respeito do significado dessa expressão.
Vale a pena uma observação maior das divisas do estado de Michigan e as duas penínsulas que formam o estado de Michigan.
O estado americano de Michigan é formado por 2 penínsulas, cercadas pelos grandes lagos. Lago Michigan, Lago Superior, Lago Huron, Lago Saint Claire e Lago Eire. E estas duas penínsulas, principalmente a península inferior lembra bastante o formato da mão. E o pessoal que vive no estado acaba utilizando estas indicações para localização geográfica.
Por exemplo, a capital do estado Lansing, fica no centro da palma da mão, Detroit, a capital do automóvel fica próxima a base do polegar, a cidade de Makinaw, onde pode ser encontrado o melhor Fudge (um doce genuinamente americano) do estado, na ponta do dedo médio.
Enfim, particularidades de um estado que enfrenta neve durante seis meses do ano, e que tem mais de 5000Km de costa, e que no verão com temperaturas bastante agradáveis se torna um dos melhores lugares para esportes aquáticos devido a grande quantidade de lagos. Além de Mackinac Island ao norte, uma ilha bastante especial e que vale a visita.
domingo, 3 de julho de 2011
Our Deepest Fear
Perguntamos a nós mesmos, Quem sou eu para ser brilhante, talentoso, fabuloso? Na verdade, Quem é você para não ser?
Você é uma criança de Deus. Pensar pequeno não ajuda o mundo. Não há grandeza em se encolher para que as pessoas a sua volta não se sintam inseguras ao seu redor. Todos nós estamos aqui para brilhar, assim como fazem as crianças.
Nascemos para manifestar a glória de Deus, que está em todos nós, E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente, damos permissão para que outras pessoas façam o mesmo. Assim que nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença, automaticamente libera os que estão a nossa volta.
domingo, 19 de junho de 2011
Enquanto Isso na Terra do Carnaval
O secretário estadual do meio ambiente do estado do Rio de Janeiro samba durante uma manifestação contra o novo código florestal.
Poderíamos gastar este tempo colocando propostas, contestando de maneira efetiva o tal do código florestal. Mas acho que, principalmente, o personagem em questão gosta é mesmo de um samba.
E pra ninguém dizer que estou mentindo, segue o link:
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Não acredito que Santos Dumont ou os Irmãos Wright pensaram nisso
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| A380 |
Porém não creio que esses caras tinham a mínima noção que após cem anos, monstros, de proporções assombrosas estariam nos céus mundiais.
E menos ainda, não creio que o “pequeno avião” mostrado na foto existiria.
Esse monstro foi fotografado no aeroporto de Frankfurt, Alemanha, na sexta feira dia 10 de Junho.
Ainda acredito que isso não voa, desfia a lei da gravidade. Esse é o Airbus A380.
domingo, 22 de maio de 2011
Preconceito Silencioso
Minha opinião mudou. Conheci um país situado acima da linha do Equador que faz fronteira com o Canadá ao norte e com os Estados Unidos Mexicanos ao sul. Neste país há preconceito, e muito, de todas as formas, e as vezes é o estopim de acontecimentos nada agradáveis.
Porém há uma grande diferença. Este preconceito não é silencioso, ninguém repara na sua roupa, no seu peso, na sua aparência dentro de um shopping, durante as compras num supermercado, ou ainda ninguém ri de você num ambiente público. Há exceções, claro que há exceções, porém essas exceções são punidas.
Deficientes físicos são empregados nas mais diversas funções e estes são cientes das funções que podem realizar e de como interagir com a sociedade. No estado onde dizem que nasceu o automóvel, por exemplo, redes de supermercados valorizam a mão de obra de pessoas que podem ser consideradas diferentes ou até “diferenciadas” conforme a definição dos moradores de Higienópolis em São Paulo – SP.
Há dois anos atrás eu compartilhava da idéia que este país do norte tinha a maior população obesa do mundo. Isso pode até ser verdade, porém aqui as pessoas não tem vergonha de sair de casa, de se mostrarem, de fazerem o que gostam, e mais importante: tem consciência dos fatos que enfrentam.
Enfim, não há o silêncio.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Farewell Endeavour
| Lançamento da STS-134 |
Farewell Endeavour.
Reproduzo aqui o texto do blog Swamped de Jamie Drake.
Hoje, é o dia da ultima missão do ônibus espacial Endeavour. Para muitas pessoas, este é um momento como e daí?, para outros é uau!. Porém para muitas pessoas que vivem na costa “espacial” no condado de Brevard, no estado da Flórida, este é um momento um pouco emocional. O ônibus espacial não é apenas um objeto que leva pessoas para o espaço. É quase uma questão cultural. Cultura espacial. Nós vivemos e respiramos isto por tanto tempo, que aquela “poeira lunar” entrou nas nossas mentes e deixou marcas indeléveis.
O programa espacial americano começou aqui, assim como terminará. As razões que nossos pais vivam aqui (se você tem a minha idade) provavelmente estão ligadas com algo espacial, ou ainda com as praias, não necessariamente nesta mesma ordem. Se não fosse o programa espacial, seriamos apenas mais um ponto no mapa do estado da Flórida.
Hoje, assistindo ao lançamento do ônibus espacial com meus filhos, percebo que durante 30 anos eu os vi subindo, primeiro com meus pais, as vezes com meus avós, com amigos na escola, e agora com meus filhos. É uma tradição. Uma tradição perdida. Agora, eu posso apenas imaginar, meus vizinhos perdendo seus empregos, a força da nossa economia voando em direção a memória, e muitas pessoas estão pensando. E agora?. Eu acho que o programa do ônibus espacial é muito mais que apenas vôos espaciais que acontecem aqui. É como se fossemos um todo. Foi sempre deste modo que encaramos, e agora o programa está quase terminado.
Eu imagino que em pouco anos, as conversas serão a respeito o que eu fiz enquanto esperava os pneus do meu carro serem trocados na loja do Ray em Merritt Island. Eu conversei a respeito disso com um senhor sobre o programa Apollo. Descobri que ele era amigo de vários astronautas e acabei ouvindo sobre as festas na praia, a corrida espacial, tragédias e vitórias. Eu imagino se em 30 anos haverá alguém aqui como esse senhor. Não sei, Mas eu sei que este ultimo lançamento, se acontecer, será algo para lembrar. Uma pequena parte da história espacial e uma grande parte das pessoas.







