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domingo, 18 de maio de 2014

Ah, O Sonho Americano...

Após 4 anos nos EUA, morando em duas cidades diferentes, e trabalhando em dois lugares diferentes, acho que tenho certa autoridade pra comentar o que vejo e até comparar o Brasil, com os EUA.
Quando cheguei aqui, fui trabalhar na cidade de Auburn Hills, e morava na cidade de Rochester no estado de Michigan. Cidade muito rica, casas enormes, parques pra passar o final de semana, e por aí vai. Um detalhe. Cidade rica, sem transporte público. Dirigia todo dia 25 minutos até o trabalho, por um caminho que não existem nem calçadas para pedestres, afinal ninguém precisa de ônibus, a cidade é rica, e todos tem carros.
E eu pensava: Que lugar é esse, onde todos podem ter carros, onde não é necessário pegar um ônibus pro trabalho, onde calçadas não são necessárias?
Trabalhava na Matriz da empresa. Um escritório com pessoas de todos os lugares do mundo. Alemães, Canadenses, Americanos, ou Estadunidenses, Mexicanos, Húngaros, e Brasileiros. Não, eu não era o único Brasileiro ali.
Todos ali, tinham bons carros, motocicletas, o último modelo do i-Phone, compravam o Playstation 3 para seus filhos, e tiravam férias durante o verão de Michigan para aproveitar a casa na beira do lago, e o barco na garagem.
E eu pensava: Que lugar é esse? Todos tem a mesma oportunidade. Todos podem ter aquilo que desejam.
Mas um dia eu precisei levar minha esposa no médico. Ela reclamava de dores de estômago. Fiquei preocupado, e levei ela no médico. Após alguns exames de rotina, o médico solicitou que ela fizesse alguns exames extras. O custo dos dois exames: 950 dólares. Mesmo tendo convênio médico.
E eu pensei: Que lugar curioso. Não há saúde pública. O governo não oferece saúde publica. Sem convênio médico, os mesmos exames iriam me custar mais de 3000 dólares. No mesmo ano, fomos para o Brasil. Os mesmos exames custavam 250 reais, sem convênio médico.
Depois de 2 anos trabalhando na Matriz, decidi que era hora de mudar. A empresa me ofereceu uma posição numa nova planta, na cidade de New Boston, Michigan, distante uma hora de carro de onde eu morava. Tinha de mudar.
Alugamos um apartamento na cidade de Novi, Michigan. Uma cidade um pouco diferente de Rochester. Não há calçadas, não há ônibus, ou transporte público. Porém há carros quebrados por todas as ruas. Carros velhos.
Trabalhando numa planta de produção, aprendi muitas coisas:
A primeira foi não é todo mundo que tem um bom salário. O salario mínimo aqui nos EUA é de mais ou menos 8 dólares por hora, trabalhando 40 horas por semana, isso dá um salario mensal de mais ou menos 1300 dólares por mês. Operadores ganham isso. Parece bastante, mas daí começam as diferenças:
-        Não há vale transporte
-        Não há vale refeição
-        Não há transporte público
-        Não há saúde pública. Você tem de pagar convênio médico. A empresa te ajuda pagando 50%.
Há muitas contas, e no final do mês não sobra nada pro barco, vídeo game, ou carro.
Já vivenciei situações que pessoas não vem trabalhar porque o carro quebrou, e não há ônibus, ou ainda, carros que ficam estacionados na empresa por dias, porque a pessoa não tem dinheiro para o conserto.
Outros comem cachorro quente todo dia porque não sobra muito pra uma refeição melhor depois de pagar aluguel, contas de água, luz, e gás.

O que quero dizer, é que precisamos ver o que acontece fora do nosso universo. Quando se viaja pros EUA a passeio, só se vê o que é bonito, o que é turístico. Quando a gente sai da nossa zona de conforto é que vemos as diferenças.
Comprar algumas coisas no Brasil são mais caras, mas se pensarmos um pouco mais, quais são as diferenças?
-        Saúde pública, mesmo que ruim, ainda existe.
-        Vale transporte.
-        Transporte público: Sim, eu posso ir pro trabalho de ônibus
-        INSS. Nos EUA você é responsável pela sua aposentadoria.


Enfim, reclamamos de algo que não entendemos o mínimo para comentar, ou ainda não sabemos o que acontece fora do nosso universo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Radiator Springs


Mate

Radiator Springs existe.
Não fica as margens da Rota 66, no meio do Oeste Americano, no meio do nada.
Radiator Springs fica em Anaheim, Califórnia. Na Disneylândia, ou pra ser mais específico, no Disney California Adventure Park.

A Disneylândia, o parque original idealizado por Walt Disney, é um parque antigo, que de certa forma carece de atrações de ultima geração, ou radicais, porém visitar Radiator Springs e encontrar Relâmpago Mqueen, Mate e companhia vale demais a pena.

Radiator Springs é reproduzida nos mais mínimos detalhes. Cada um dos prédios retratados no filme pode ser visto no Parque. O Café V8, A estátua de Stanley, A Casa Della Tires, a Loja de Lembranças, ou ainda o Cozy Cone Hotel. Todos os prédios são funcionais, e em alguns, como o Café V8, onde é possível ver as 3 copas Pistão conquistadas por Doc Hudson.

Café V8
Os detalhes não ficam só no trecho da Rota 66 que foi reformada por Relâmpago Mqueen no filme, e também mostrada na cidade “real” como uma estrada novinha em folha, e assim como no sonho de Sally, a namorada de Relampago Mqueen, os neons funcionam e é como se a cidade vivesse o seu melhor momento.

Além de todos os prédios, a principal atração de Radiator Springs é o Passeio e Montanha Russa Radiator Springs Racers. Aqui é possível ver de perto outros detalhes do filme, como a Oficina Mecânica de Doc Hudson, ou ainda colocar pneus novos na Casa Della Tires, com direito a pneus de faixa Branca, no melhor estilo Luigi e Guido, e claro um pouco de corrida ao redor dos Cânions de Radiator Springs.

Deserto de Radiator Springs

Casa Della Tires

Entrada da Atração Radiator Springs Racers


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fiquei Encabulado

Fiquei "encabulado" no último dia 25 de junho de 2012.

Estava no aeroporto internacional de Detroit, no condado de Wayne, no estado americano de Michigan.

Voei pela primeira vez em 2008, desde lá nunca tive nenhum tipo de contratempo num aeroporto.
Neste dia, tive meu primeiro voo cancelado. Devido a um problema em uma das bombas de combustível do avião, meu voo foi cancelado.

Por isso, tive de esperar por mais de 6 horas no aeroporto até que o próximo voo estivesse disponível, e, como formigas, haviam alguns brasileiros esperando pelo mesmo voo.

Alguns estudantes, presumo eu, estavam ali, voltando para casa. Conversando em alto e bom português, para que todos, de certo modo, pudessem ouvir. Mesmo que não pudessem compreender.
Mas eu podia. E por isso fiquei encabulado.

Brasileiros conversando a respeito das caracteristicas das pessoas ao seu redor, tirando sarro de tudo e todos que ali estavam. Como se aproveitando do fato de que ninguém ali podia compreendê-los.
Mas eu podia, e por isso fiquei encabulado.

Como escrevi algum tempo atrás, este lugar é um pouco diferente, culturalmente diferente. E comentar sobre o que cada um veste ao seu redor, ou quanto cada um pesa, se é feio ou magro não faz parte deste lugar.

Fiquei encabulado porque também fazia isso.

Fiquei com vergonha de mim mesmo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Thunder Over Michigan

Grumman Avenger
Durante o verão americano, no estado de Michigan é tempo de um dos melhores eventos de aviação militar do estado. O Thunder Over Michigan.

A Força Aérea Americana aparece em peso,  com aviões em solo e também com pass by de alguns dos principais aviões da USAF (em 2011 estiveram presentes o B-1B Lancer e o B-2 Spirit) e além disso entusiastas de todo os EUA também trazem os seus aviões dos anos 30 e 40 para exposição estática, ou até mesmo para re-encenação de batalhas da Segunda Grande Guerra.

Só existe um pequeno problema: O calor é forte, e ainda com os grandes lagos ao redor, a umidade relativa do ar é alta, e é complicado ficar ao sol. Mas nada que uma asa de um C-130 Hercules não resolva.

Relaxando, e assistindo o show sentado na Deriva de um C-130 Hércules

O Esquadrão Acrobático da Marinha Americana, os Blue Angels

F4-Corsair

C-130 Hércules, servindo de proteção do Sol

Sikorsky CH-53 Super Stallion. É maior do que parece



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

E Pela Terceira Vez, A Cidade do Vento



Me mudei para os EUA em Julho de 2010, mudei a trabalho, e confesso, eu não era alguém que gostava de viajar, de sair da sua zona de conforto, mas depois de uma mudança para um local totalmente desconhecido, distante mais de 8000 quilômetros da minha cidade natal no Brasil, Itu, passei a ser um viajante nato, tentando aproveitar qualquer chance de sair de casa para conhecer algo novo, nem que seja apenas um fim de semana, um dia, ou até mesmo poucas horas.

Minha nova casa é o estado americano de Michigan, no meio oeste americano, situado entre os grandes lagos na América do Norte, local onde nasceram alguns dos principais fabricantes de automóveis do mundo, estado que já foi um dos mais ricos dos EUA, e que também já teve a cidade mais rica dos EUA, Detroit, a “Motor City”, a Paris do Oeste, cidade que hoje sobrevive a duras penas. E o meio oeste americano, não é o que pode ser chamado de polo turístico, uma região sem muito atrativos, cheia de estradas, as interestaduais, que cruzam a região em direção aos estados conhecidos do Tornado Alley, às Montanhas Rochosas ao Oeste e as Treze Colônias ao Leste.

Mas existe uma cidade no meio oeste americano, no estado de Illinois, que me fascina. A cidade de Chicago. Cidade que fica as margens do lago Michigan, um dos grandes lagos, e ao redor do rio Chicago, distante apenas 4 horas e meia da cidade de Detroit. Já escrevi sobre essa cidade uma vez, bem aqui, mas achei que valia a pena falar um pouco mais sobre a cidade do Vento. Parece que sinto algo a mais por Chicago. As vezes parece que aqui é meu lugar.

Tudo é muito organizado em Chicago. O sistema de transporte público é fantástico, há lugares para se estacionar o carro, os pontos de ônibus estão por toda a parte, o sistema de trem é muito bom e taxis são abundantes, e além disso, a cidade é perfeita para se andar a pé. Perfeita até para fazer compras.
A famosa Michigan Avenue, a principal avenida da cidade de Chicago, e que pode ser vista no filme Casamento do Meu Melhor Amigo, é o lugar certo para comer, comprar, ver coisas diferentes, enfim, curtir a cidade, seja de dia ou de noite, e todos os caminhos de Chicago passam pela Michign Avenue, tudo está lá. Roupas de grife, as principais atrações turísticas não ficam longe dali, os melhores restaurantes estão logo ali na esquina, além dos acessos para todo o sistema de transporte público da cidade, logo, estando na Michigan Avenue, Chicago estará em suas mãos.

Não deixe de comer a famosa pizza de Chicago, uma pizza que mais parece uma uma torta com ingredientes de uma pizza, assim como não deixe de fazer um passeio pelo rio Chicago, o Navy Pier, ou ainda ver o mais completo fóssil de um Tiranossauro Rex, em exposição no museu de história natural de Chicago, o Field Museum, ou ainda praticar um pouco o inglês ouvindo as histórias espaciais narradas por Jim Lovell, astronauta americano, comandante da missão com destino a Lua, Apollo 13, no Adler Planetário, logo ali ao lado do Field Museum. Ou ainda alugar uma bicicleta e conhecer o centro da cidade em duas rodas, lembrando que o transito é bastante organizado, e andar de bicicletas não será nenhum problema, mesmo para as crianças, o transito e os motoristas colaboram bastante com isso.

Além de todas essas atrações, Chicago é uma das cidades com mais equipes profissionais de várias modalidades esportivas. Chicago é a casa dos Bulls, time de basquetebol que compete pela NBA, White Sox, e os Cubs, times de beisebol, os Bears, time de futebol americano, os Blackhawks, time de hóquei. Cada uma dessas modalidades acontece em uma determinada época do ano, então se a ideia é assistir algum desses times é importante saber que o basquete, futebol americano e o hóquei começam no outono e inverno, entre os meses de setembro e novembro, e o beisebol começa na primavera, em Abril é possível assistir alguns jogos de beisebol em Chicago.

Além disso é importante saber que Chicago está numa zona temperada, ou seja, com estações do ano bastante definidas, e também por causa do vento, as condições climáticas mudam bastante rápido, e podem mudar de um dia ensolarado a pancadas de chuva, durante o verão, ou de um dia nublado para uma tempestade de neve em questão de horas ou até mesmo minutos. Portanto nunca é demais estar prevenido e ainda verificar a previsão do tempo antes de sair para a rua. Previsão do tempo, que geralmente não te deixa a ver navios.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Coisas do Inverno de Michigan 5

Além do frio, ainda é possível ver negativos de gelo.

Nada que uma nevasca de leve e um pouco e vento não possam fazer um negativo gelado de uma placa de trânsito.

Curioso, no mínimo.
A placa

O negativo gelado


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Coisas do Inverno de Michigan 4

Como já dito antes, dias curtos, amanhecer por volta das 7:30 da manhã.

A temperatura baixa, perto de zero graus Celsius, propicia algumas coisas que não vemos normalmente.

Um exemplo são as esteiras de condensação formadas por aviões comerciais voando em grande altitude. A baixa temperatura faz com que estas esteiras não desapareçam, fazendo com que estas façam parte do céu.

Não são mais esteiras de condensação, são nuvens.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Coisas do Inverno de Michigan 3

Dias frios e curtos já não suficientes. Um pouco de neve pra limpar do carro pela manhã é fundamental.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Coisas do Inverno de Michigan 2

Junto com o Inverno, também chegam, no hemisfério Norte, o Natal e o Ano Novo. Todo mundo trabalha um pouco mais devagar, e como já dito antes, os dias são mais curtos e frios, mas é final de ano, então a gente dá um jeito.

E as luzes de Natal na principal rua na cidade de Rochester, onde moro, são uma das coisas que mais valem a pena.



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Inverno Logo Ali na Esquina

Hoje, dia 28 de Novembro, posso dizer que o inverno já está dando sinais de que está chegando.

As árvores já não tem mais folhas, e sereno da madrugada amanhece congelado no carro, e os dias ficam cada vez mais curtos. Normalmente, chega-se ao trabalho no escuro, e volta-se pra casa já na escuridão da noite, noites que são cada vez mais escuras.

Algumas coisas são novidades. Geralmente, no Brasil, a gente se perguntaria pra que isso serve?

Bom, num Inverno rigoroso, com "I" maiúsculo, acaba-se de descobrindo para que aquilo serve, como por exemplo:

Aquele 31? Temperatura Externa
- Carro com sistema de partida remota: Parece desnecessário, mas numa manhã fria de inverno, com temperaturas perto dos -20C, é a melhor coisa chegar ao carro, e o mesmo já está com a temperatura de 20C, muito melhor não?

- Termômetro no carro: Em temperaturas mais baixas, o modo de dirigir muda completamente, especialmente em temperaturas abaixo de 0C onde a estrada pode, literalmente, virar um rinque de patinação, então é importante saber a temperatura externa, se precavendo de um possível trecho congelado na estrada, só observando a temperatura externa.



O canudinho verde

- Sinalizador de calçada: Pra ser sincero, não sei o nome daquele canudo verde da foto ao lado, mas sei que é um dos meus melhores amigos durante o Inverno. Durante o inverno, após uma nevasca, não se consegue mais dinstinguir o que é calçada e o que é rua. Os caminhões que limpam a rua precisam saber onde a rua começa e termina, para que possam limpar sem danificar o seu equipamento. Mas além disso, se você estiver andando na calçada cheia de neve, é importante saber onde a calçada começa e onde a rua termina, os tornozelos agradecem, e além disso, cair no chão frio, não é nada agradável, então saber o que é calçada e o que é rua passa a ser uma questão de "sobrevivência". Ok, estou exagerando, porém o valor que isso tem durante o inverno acaba até economizando pneus e rodas, já que esses canudinhos também vão evitar que você acerte a guia, por não saber onde a mesma estava.

- Rodas de alumínio no carro: Performance? Estilo? Sim, porém mais importante que isso, rodas de alumínio não enferrujam. Durante o inverno, para evitar o acúmulo de neve após as nevascas, é utilizado sal. Por causa disso, tudo enferruja, parece que Michigan está no litoral. Carros enferrujados estão por toda a parte, e as rodas são as peças que mais sofrem no carro.

Novembro, hora de mudar para "survival mode" já que o Inverno, esse ano,promete ser longo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

United States of America

O que vem a mente ao ver tal bandeira?
1. Um lugar onde o imperialismo americano reina?
2. Onde pode se comprar eletrônicos e demais artigos de luxo mais baratos?
3. Um lugar conhecido por seus atores e atrizes famosos, atuando em Hollywood?
4. A maior democracia do mundo?
5. A maior economia do mundo?
6. Uma nação que coloca em primeiro lugar seus valores e interesses?
7. Um país que conserva a história, boa ou ruim, mas história?
8. O melhor lugar para se encontrar o melhor hambúrguer do mundo?
Eu prefiro ficar com as alternativas 4, 5, 6, 7, e 8.
Acho que essas alternativas, resumem bem o que penso a respeito deste país que vivo desde do mês de Julho de 2010.

Por outro lado, sei que a minha opinião não é das mais aceitas no país de onde vim. Abaixo são as mais comuns:
- País de terroristas;
- País das coisas baratas (essa é boa);
- A maior quantidade de Hard Rock Cafés por quilômetro quadrado;
- Lugar onde os ETs pousar suas naves espaciais durante as suas visitas a Terra.

Estas são apenas algumas das muitas expressões que ouço e vejo na internet, especialmente nas redes sociais. Leia-se Facebook.

Queremos viajar para os EUA, para que possamos comprar aquele tênis Nike, que custa 500 reais no Brasil, ou ainda pra comprar roupas de marca, qualquer que seja, mas é importante que a grife seja visível à quilômetros de distância, tais como GAP, Polo, essas coisas. Ou ainda para ir aos Hard Rock Cafés, que existem aos montes, tais como em Chicago, Detroit, Nova Iorque, Orlando, San Francisco, e por aí vai, ou até mesmo ir ao TGI Fridays numa sexta feira.

Mas este lugar não se resume somente a compras, ou ainda Hard Rock Cafés. Este lugar tem história.

Thomas Edison, Henry Ford, Irmãos Wright, Franklin D. Roosevelt, só pra citar os mais recentes, foram personagens que tiveram participação direta no rumo que o mundo tomava nas suas épocas, mesmo que ainda existam questões referentes a invenção do avião, os Irmãos Wright foram pioneiros.

Confesso que fico um pouco decepcionado, para não dizer irritado com as viagens que planejamos, e que acabam somente em compras. A pergunta que faço é a seguinte: Quais são as lembranças que você guarda da sua viagem aos EUA?

Acho que resposta deveria se encaixar no seguinte:
- Fui até o norte do estado de Nova Iorque durante o outono, e vi as árvores mudando de cor, do verde, para o amarelo e vermelho, um festival de cores.
- Subi ao Empire State e vi toda a ilha de Manhattan e também a estátua da liberdade.
- Tirei fotos com o Pateta na Disney, me diverti lá.
- Vi o parque de Yellowstone.
- O que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas.

Porém as repostas ficam contidas aos Macbooks, Ipads, tênis Nike, roupas de marca, ou ainda, cremes da Victoria Secret.

Ou ainda, existem aqueles que vêm aos Estados Unidos da America para estudar a língua que se tornou fundamental para se conseguir uma boa posição no mercado de trabalho. Estes se sujeitam a qualquer coisa para ter o seu curso de inglês nos EUA, porém se esquecem do principal, falar inglês, estudar, se rodear de pessoas que falam inglês, para aproveitar o máximo da estadia por aqui, mas preferem praticar o português, brasileiro de preferência. E não são poucas as vezes que após uns 4 ou 6 meses estudando parcialmente a língua inglesa, já que passam 65% do tempo livre praticando o português brasileiro, querem ir embora, e dizem a pérola abaixo:

"...não preciso mais ficar aqui, já comprei tudo o que eu queria..."

Na minha opinião, poderia ser:

"...não preciso mais ficar aqui, já visitei todos os lugares que eu queria, ou a maioria deles, e também comprei bastante coisas pra levar pra casa..."

Roupas encolhem, ficam surradas, tênis furam, ficam gastos, cremes da Victoria Secret? Esses também acabam, computadores quebram.

Mas memórias, essas não, mesmo que as suas fotos que estavam guardadas no seu novo computador sejam deletadas, nada vai apagar ou tirar as memórias da sua viagem de você.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

STS-135 Hail Atlantis!!!

Existem algumas coisas que não devemos deixar pra amanhã se podemos fazer hoje.

Ver o lançamento do Ônibus Espacial Americano foi uma delas. A missão STS-135 foi o último voo depois de 30 anos trazendo progresso e conhecimento para toda humanidade.

O programa do Ônibus Espacial pagou um preço bastante caro, duas espaçonaves foram perdidas, sem contar as vidas envolvidas. Mas as lições foram aprendidas, e as espaçonaves foram aperfeiçoadas, tornando-se a espaçonave mais versátil e segura da atualidade.

Agora, o Ônibus Espacial é história.

Mas sei que não será mais possível ver o lançamento de tal máquina.

O jeito será se contentar com os vídeos HD na internet.

domingo, 13 de novembro de 2011

San Francisco, Califórnia

Morro do Teatro
Eu imaginava que nenhuma rua poderia ser mas inclinada que o Morro do teatro, na minha cidade natal, Itu, nada poderia ser mais difícil para um aluno de auto escola que fazer rampa no Morro do Teatro. Especialmente naqueles dias de chuva, onde o antigo paralelepípedo deixava a subida ainda mais traiçoeira.

Mais uma vez estava enganado. Descobri isso quando fui passar alguns dias na cidade de San Francisco no estado da Califórnia, na costa Oeste dos Estados Unidos. San Francisco é considerada uma das melhores cidade pra se viver dos EUA.

Acostumado ao ambiente na costa Leste dos EUA, San Francisco mostra logo de cara que as diferenças entre a costa Leste o Oeste dos EUA não são apenas os diferentes oceanos que banham cada uma das costas, já no aeroporto internacional da cidade é possível ver que as companhias aéreas que ali operam já não são as mesmas que operam na costa Leste, os aviões são maiores para vencer as distâncias transpacíficas. O ritmo das operações é diferente, o ritmo das pessoas que ali trabalham é diferente da Costa Leste. O senso de urgência é diferente, mas tudo ocorre como planejado.

A cidade é fantástica. Situada na península de San Francisco, cercada pelo oceano Pacífico de um lado e pela baia de San Francisco do outro, a cidade é conectada ao continente pelo lado Sul. Atrações turísticas por todos os lados, arquitetura bastante especial, um relevo de extremos, e claro, algumas das pontes mais imponentes do mundo, entre as quais está a Golden Gate, a ponte mais fotografada do mundo.

San Francisco está situada exatamente sobre a falha de San Andreas, ou seja, San Francisco está situada entre as placas tectônicas Norte Americana e a do Pacífico. Uma região propensa a forte terremotos, o que pode ser verificado historicamente, com grandes terremotos que já abalaram San Francisco, o maior deles em 1906 e o último em 1989, fato que faz com que a cidade viva cada dia como se fosse o ultimo.

San Francisco tem um dos melhores sistemas de um transporte público da costa oeste americana, logo não será necessário andar de carro pela cidade. Ônibus são abundantes, Taxis são fáceis de serem encontrados, e ainda existem os bondes, ou como são conhecidos em San Francisco, Cable Cars. Carros que se utilizam de sistemas de cabos para vencer as subidas e descidas extremas da cidade. Acabamos não andando nos bondinhos, alugamos um carro. Erro banal, mas que lhe custará algumas dezenas de dólares por dia para estacionar na cidade, especialmente se escolher um hotel no centro da cidade, e ainda te custar uma volta nos bondinhos, como nos custou.
A Ponte Golden Gate

Duas atrações, em minha opinião, realmente chamam a atenção dos visitantes, e a primeira é a ponte mais fotografada do mundo, a Golden Gate. Uma ponte pênsil, pintada na cor ferrugem, principal cartão postal da cidade, e como dito anteriormente, a ponte mais fotografada do mundo. A ponte liga a cidade de San Francisco com a cidade de Sausalito, tendo um lado a baia de San Francisco e do outro o enorme oceano Pacífico. Mirantes estão ao redor da ponte, para que seja possível tirar uma boa fotografia, ou ainda apenas apreciar a vista de San Francisco e da própria Golden Gate.


A Ilha de Alcatraz

A segunda atração é a ilha de Alcatraz. No centro da baia de San Francisco, entre as pontes Golden Gate e a Bay Bridge, a ilha, que já funcionou como fortificação militar, e prisão de segurança máxima onde muitos criminosos ilustres, tais como Al Capone cumpriram pena, é uma parada obrigatória na cidade de San Francisco. Barcos são oferecidos em intervalos de aproximadamente uma hora, e um detalhe muito importante é que durante a visita dentro da prisão, você recebe um equipamento de áudio onde detalhes do que aconteceu dentro dos muros da prisão são contados por antigos oficiais que trabalharam em Alcatraz e até mesmo antigos prisioneiros. E o melhor de tudo, você pode ter todas essas informações em português. Através do áudio, é possível sentir como se estivéssemos em Alcatraz por uma vida inteira e não apenas por algumas horas.

Mas San Francisco não está limitada somente a essas duas atrações, há ainda o centro da cidade, o edifício das Nações Unidas, o Paço Municipal, as Casas construídas em estilo Vitoriano, e muito mais, vale a visita, por um dia, dez dias ou durante uma visita a ao Estado da Califórnia, ou mesmo para rever os amigos.

domingo, 18 de setembro de 2011

Nossas Opiniões Mudam. Amadurecemos

Cheguei nos meus 30 anos de idade. Meio estranho, mas nada realmente muda, exceto para os crentes em astrologia, que relacionam a idade de 29 a 30 anos com o retorno de Saturno. Deve ser por causa da duração da órbita de planeta Saturno que dura 29 anos e, conforme a astrologia, tem relação com o amadurecimento da pessoa. Confesso que não creio muito nisso não.

Nos meus 28 anos, ou seja, antes do meu tal retorno de Saturno, decidi que iria casar, mudar de emprego e mudar de cidade, país e até de continente. Mudanças um pouco radicais, mas que valeram a pena.

Mudei de país. Deixei o país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, e fui morar, quer dizer, viver no nosso vizinho do norte, um lugar chamado Estados Unidos da América. Um lugar que, quando crianças, estudamos muito pouco, mas que desde cedo aprendemos que tudo que usamos, desde brinquedos a computadores vem de lá, ou tem alguma relação com este país.

Mas um país, que a maioria de nós, passa a ter uma relação um pouco diferente na nossa adolescência, ou quando começamos a formar nossas opiniões a respeito de tudo e todos. Essa relação passa a ser de amor e ódio. Nos apaixonamos pela música, pela tecnologia, pelas fotos, e seriados enlatados que nos são enviados goela abaixo na televisão. E ao mesmo tempo passamos a odiar o país que jogou duas bombas atômicas contra o Japão, durante a Segunda Guerra Mundial, que embarga o comércio com a ilha de Cuba, que protege seus interesses sem maiores preocupações com a opinião mundial, entre muito outros fatores, que gostamos de listar, e que geralmente sobrepõem a todos os outros fatores, os quais nos apaixonamos.

Daí ficamos mais velhos, e novamente mudamos de opinião, e quando vamos para a faculdade, voltamos a pensar diferente a respeito deste lugar. Este lugar passa a ser mais amigável, e ficamos mais próximos, e queremos entender o que acontece por aqui. Mas, geralmente, algum conflito acontece ao redor do mundo, e voltamos a nossa opinião adolescente a respeito dos EUA. Parece um processo cíclico.

Alguns formam opiniões diferentes a respeito, opiniões que, são um pouco mais consistentes, porém estes são considerados pró EUA, ou melhor, não sabem o que falam, ou ainda foram absorvidos pelo sistema conspiracionista Americano, ok, estou exagerando um pouco, mas não foge muito disso não.

Bom, hoje moro nos Estados Unidos da América por um ano e três meses, e hoje posso dizer que vi coisas que não espero ver em nenhum outro lugar do mundo, melhor, acho que não vou ver em nenhum outro lugar do mundo.

Um Cabo do Exército Americano ser ovacionado por uma multidão de 40 mil pessoas durante um jogo de Beisebol não é algo que se vê todo dia. Voltar pra casa depois de alguns meses num lugar distante, já é uma recompensa e tanto e ainda lutando por uma "liberdade" que não veio de "graça", é um motivo enorme para o povo americano. Independentemente se a guerra ou se os interesses defendidos não trarão benefícios a outras nações. Isso realmente não é importante para o povo Americano. Na minha opinião, a soberania de um país, os interesses da nação, vem em primeiro lugar.

Onde se preserva a história. Boa ou ruim. Importante ou não. Onde fazer parte das Forças Armadas é levado a sério. Como sempre escrevo, sinais de trânsito são respeitados, pessoas são respeitadas. O sistema funciona, e vale a pena respeitar o sistema. Infrações de trânsito acontecem, e devem ser pagas por motoristas de Porches, Camaros, Mustangs, SUVs, enfim, todos são tratados igualmente.

E  ainda por cima, discos voadores sempre pousam por aqui. Pelo menos é o que mostram os filmes.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Detroit Tigers

Comérica Park
A cidade de Detroit, no estado americano de Michigan está morrendo.

É o que todos dizem quando visitam a Motor City no sudoeste do estado de Michigan. Cidade que já foi a mais rica dos EUA, agora agoniza, luta para sobreviver. Edifícios abandonados, a criminalidade é relativamente alta, e faltam atrativos para visitação.

Mas algo que faz com que a cidade renasça, duas vezes por semana, as vezes mais, três horas por noite. O Beisebol.

O time do Detroit Tigers tem sua sede no Comerica Park, um estádio localizado no centro da cidade de Detroit, na Woodward Avenue, a US-1. Time que sempre está entre os melhores da MLB, a Liga Americana de Beisebol, e atrai um bom público nas suas aparições, além de ser um time de enorme carisma, com seus jogadores que vão dos vilões aos bonzinhos.

O Beisebol é um jogo estranho, é a única modalidade esportiva em que é defesa que controla o ritmo do jogo, portanto para nós brasileiros, é necessário inverter tudo o que conhecemos a respeito de esportes de bola, além das posições no campo que são completamente diferentes e ainda as dimensões do campo fogem do tradicional retângulo, ou como os comentaristas de televisão dizem, as quatro linhas. O campo do Beisebol tem formato de um diamante.

O Pitcher, o jogador que arremessa a bola, geralmente é o astro do jogo. Ele é que pode decidir entre a vitória e a derrota do time, as atenções do jogo sempre estão para o Pitcher, no caso do Detroit Tigers, Justin Verlander, o melhor pitcher da temporada de 2011.

Porém vai um conselho, o Beisebol é um jogo lento, e para os menos avisados, é possível dormir nas arquibancadas, especialmente se não entendemos o jogo, quais são as regras, e a maior contradição do jogo: O pitcher arremessa a bola em direção ao rebatedor, porém ele tem de jogar de uma maneira que o mesmo não consiga rebater. Eu, particularmente não consigo entender.

Vale a pena também aproveitar os eventos especiais após os jogos, que vão de queima de fogos a sorteios de brindes.

domingo, 11 de setembro de 2011

Onze de Setembro de Dois Mil e Um

Construção do Novo WTC
Hoje é relembrado nos mais diversos meios de comunicação ao redor do mundo, como é de conhecimento de todos, o maior atentado terrorista da história dos EUA.

Neste mesmo dia, aviões comerciais foram seqüestrados nos EUA, e jogados contra o que eram considerados símbolos do poder e do capitalismo americano. Esses símbolos incluíam as torres do World Trade Center na cidade de Nova Iorque, o Pentágono, e pelo menos mais um alvo que até hoje não foi esclarecido.

Não vale a pena ficar procurando culpados ou ainda enumerando acontecimentos que levaram a destruição dos edifícios ou ainda as consequências que o atentado levou, principalmente aos países do Oriente Médio e Ásia. Em nome de Deus, em nome das mazelas que o “capitalismo americano” impõe aos países, que de certo modo evitam jogar o jogo americano, ou ainda, lunáticos que se acham no direito de influenciar a vida daqueles que nada tem a ver com a sua situação agora não importa mais. Aconteceu, aviões foram jogados contra as torres, e agora vivemos as consequências deste ato covarde.

Porém, a principal mudança aconteceu na própria cultura Norte Americana. Os estadunidenses mudaram o seu modo de pensar, e de certo modo, após quase 100 anos de guerras contra outros países, os EUA sentiram o impacto da artilharia inimiga em seu território continental. Os inimigos acertaram os EUA em seu coração, porém não havia um inimigo evidente contra o qual os EUA poderiam declarar guerra. Desde do dia Onze de Setembro de Dois Mil e Um, os EUA não são mais intocáveis. Sim, após duas guerras mundiais, os EUA foram atingidos.

Isso mudou a maneira de pensar da maioria dos Estadunidenses. O Patriotismo, que já era evidente na maior parte do país, passou a ser exacerbado. A chamada “Guerra ao Terror” iniciada pelo então presidente George W. Bush, abriu um precedente para que a cultura Estadunidense fosse espalhada para o mundo todo, incluindo países que antes nunca tinham ouvido falar dos símbolos do dito capitalismo americano. E o cidadão comum Estadunidense tem orgulho de fazer parte de uma nação que defende seus interesses a qualquer custo, que faz guerra se assim for necessário para manter sua hegemonia ou até os padrões de vida americanos, e principalmente a unidade do País.

E além disso, o Estadunidense tem orgulho de fazer parte de uma nação que defende outras nações sem, explicitamente, pedir nada em troca. Nação que mesmo em crise, está sempre presente defendendo e protegendo seus cidadãos em terras estrangeiras, fornecendo ajuda humanitária para países que necessitam. Nação que faz valer a constituição válida desde o ano de 1787.