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domingo, 5 de julho de 2015

O Ônibus Espacial

Uma das máquinas mais importantes da história do século 20.

Seis deles foram construídos do lado americano, acho que três foram construídos do lado Soviético. 

Desses onze, seis foram ao espaço. Cinco do lado americano e um do lado Soviético. Desses seis, cinco trouxeram benefícios imensuráveis para toda a humanidade. Estes cinco, todos são Americanos.

Desses cinco, Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, apenas três ainda restam.

A Challenger e a Columbia foram vitmas do pioneirismo da tecnologia. Missões STS-51 e STS-107 respectivamente.

A história mostra que o pioneirismo sempre tem seu preço. No caso do Ônibus Espacial Americano, o preço foram as vidas de 14 astronautas e duas espaçonaves.

O conhecimento que os ônibus espaciais trouxeram para a humanidade não tem preço. Óculos com proteção ultravioleta, os "travesseiros da NASA", o telescópio Hubble que ajudou a expandir nosso conhecimento a respeito do universo. A construção da Estação Espacial Internacional, e até novas ligas metálicas.

Os três Ônibus Espaciais Americanos que ainda restam, foram aposentados no ano de 2012, e hoje descansam em diferentes museus nos Estados Unidos.
Endeavour: No California Science Center - Los Angeles - CA

Discovery: No Museu Smithsoniano - Washington DC

Atlantis: No Kennedy Space Center - Flórida

sábado, 3 de março de 2012

É Possível Melhorar


Portão de Brandenburgo
Continuei minhas andanças. Desta vez, uma viagem pra Alemanha. Duas semanas em terras Germânicas.

O que vem a cabeça quando falamos da Alemanha? Nazismo? Holocausto? Hitler? AutoBahns? Audi? VW?

A Alemanha é muito mais que isso. É o centro do continente Europeu, uma das maiores economias do mundo, e que na era moderna, no século XX, passou por duas guerras, e se reconstruiu de maneira assombrosa.

Fiz algumas observações nessas duas semanas, e gostaria de compartilhar neste blog:

- Como muitos sabem, nas chamadas AutoBahns, as autoestradas na Alemanha não possuem limites de velocidade em trechos bastante longos. É possível dirigir a 200km/h por mais de 10km na estrada, sem problema algum. E mesmo sem limites de velocidade, não há motoristas “tirando racha”, colados na sua traseira dando sinais de luz, ou ainda mudanças de faixa sem sinalizar.

Trem de Alta Velocidade
- É possível comer no chão, no meio da rua, de tão limpas que são as ruas. Ao mesmo tempo que há poucas latas de lixo nas ruas, não há lixo no chão. Cada um é responsável pelo lixo que produz, e além disso, se você produz o lixo, é responsável por dar um fim ao mesmo.

- Trens. Eu acho que meus amigos nunca andaram de trem. No Brasil eu andei de trem apenas uma vez, numa viagem de Sorocaba a Cerquilho, que do pouco que me lembro, parecia que levava uma eternidade, porém não poderia levar mais de 2 horas, e foi só isso. Em quase dois anos morando nos EUA, tive a oportunidade de viajar de trem até a cidade de Chicago, e na Europa tive a oportunidade de viajar entre a Alemanha e França num trem de alta velocidade. Eu diria que os trens na Alemanha são a prova de que trens funcionam. E para fazê-los funcionar em qualquer outro lugar no mundo, basta apenas vontade.

Ponte sobre o Rio Main em Würzburg
- Tive um problema com a compra de acesso de internet sem fio. Pedi o cancelamento pelo telefone, e recebi o ressarcimento em menos de 48 horas. Fui bem atendido, e ainda atendimento bilíngue. Em inglês e alemão. Não, eu não falo alemão. Confesso que fiquei impressionado com o atendimento, cortesia e ainda mais com a rapidez em que recebi a resposta da empresa.

- Um rio no meio da cidade não é sinônimo de poluição e transito caótico. Posso até concordar com o transito caótico, porém um rio no meio da cidade não precisa ser poluído. O rio Main na cidade de Würzburg na Alemanha prova isso.

Memorial do Muro de Berlin, em Berlin

- Talvez alguma parte da nossa história possa nos envergonhar, mas é algo com o qual temos de lidar, e que pode ser extremamente doloroso, mas tentar tirar o melhor disso é o que tem der ser feito e relembrado a cada dia. Visitando a cidade de Berlin, fica claro que a Alemanha quer esquecer o que aconteceu entre 1933 e 1945, porém, ao mesmo tempo, não se tenta esconder tudo o que aconteceu, mas sim aprender.

Enfim, depois dessa minha viagem, acho que já estive em 6 países diferentes, e ainda há muito por ver, mas o que já vi até hoje me faz afirmar que é possível melhorar, é possível fazer diferente, e só depende de nossas iniciativas. Claro que a galera do poder tem de ajudar, tem de querer ajudar, mas a mudança começa da gente. A mudança começa lá em casa, e daí sim e posso cobrar aqueles que estão no poder.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Museu da Força Aérea Americana

Vista Geral do Hangar
Como já disse diversas vezes aqui neste blog, e também pra quem quiser saber, a região dos Estados Unidos conhecida como Meio Oeste não é o que pode ser chamado de pólo turístico. Com exceção da cidade de Chicago, no estado de Illinois, não há muitas outras atrações para quem vem para esta região.

Vivendo aqui por mais de um ano, é parte do nosso cotidiano procurar coisas para se fazer, principalmente porque o verão é curto, e os “seis meses” de inverno chegam bem rápido, portanto é muito importante aproveitar os poucos meses que se pode viajar sem preocupação com o clima. Apesar que as chuvas de verão no meio oeste também não são nada suaves.

Decidimos pagar uma visita ao Museu Nacional da Força Aérea Americana, na cidade de Dayton, no estado de Ohio, Uma viagem que dura quatro horas do Sudeste do estado de Michigan até o “meio do nada” no estado de Ohio. Dayton é uma cidade relativamente grande, há várias atrações, restaurantes diferentes, onde pode se encontrar boa comida, porém a cidade vive da aviação. Foi aqui que os irmãos Wright realizaram o primeiro vôo de um objeto mais pesado que o ar em 1903 e “esconderam” o feito do mundo por uns 5 anos. Logo, se você procura um lugar para saber mais a respeito da história da aviação americana e mundial, a cidade de Dayton é o lugar perfeito, ou perto disso.

O Museu Nacional da Força Aérea Americana fica localizado dentro da base aérea Wright Patterson, numa área de acesso livre para civis. Formado por 3 hangares, um auditório, e um cinema IMAX, além de mais dois hangares que estão localizados dentro da área restrita da base. O museu é um programa para o dia todo, e aqui vale a máxima de que Deus ajuda quem cedo madruga. Chegue cedo e será recompensado, pois será uma visita quase que exclusiva. A visita é gratuita, e algumas partes do museu requerem inscrição por ordem de chegada, por isso chegar cedo é importante.

O acervo do museu é extenso, inclui desde os primeiros aviões da USAF (United States Air Force) quando ainda era parte do exercito americano, como o primeiro avião desenvolvido pelos irmãos Wright para os militares, e vai até o mais moderno avião de combate da USAF, o F-22 Raptor. E entre todos estes aviões, ainda é possível encontrar o B-29 Bockscar, um dos aviões que contribuíram diretamente para o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945.

Os hangares localizados na área restrita da base requerem transporte especial, fornecido pelo museu, e antes disso é necessário fazer uma inscrição que permitirá a utilização deste transporte. A visita nestes hangares dura, no máximo 50 minutos, ou seja, tenha em mente o que procurar dentro dos hangares. A circulação dentro dos hangares é livre, porém, como dito antes, o tempo de permanência dentro dessa área é controlado.

Em um dos hangares, chamado de Presidential Gallery, será possível observar os aviões presidenciais utilizados através dos tempos, desde do avião de Franklin Roosevelt até o avião utilizado por John Kennedy, Ronald Reagan, entre outros. Vale ressaltar que é possível entrar em quase todos eles, e conhecer como o avião é modificado para servir ao presidente dos EUA, assim como fatos que ocorreram dentro destes aviões.
No outro hangar, a R & D Gallery, estão muitos dos aviões que serviram para pesquisa e desenvolvimento desde os anos 50 até os dias de hoje, estando entre eles o XB-70 Valkyrie e até o X-15, o avião recordista em velocidade.


O museu é grande, é possível gastar o dia todo e mesmo assim não será possível ver tudo, ou ainda ter visto tudo e sair com a sensação de que algo ficou sem ser visto, portanto uma visita rápida não vai ser suficiente, o melhor é chegar cedo, aproveitar e almoçar dentro do museu, num restaurante simples e que atende a todos os gostos, e ir embora no final da tarde, quase na hora de fechar.
Site oficial: http://www.nationalmuseum.af.mil/index.asp
1100 Spaatz Street
Wright-Patterson AFB OH 45433
(937) 255-3286
Aberto 7 dias por semana das 9 até as 17 horas. Fechado no no dia de Ação de Graças, Natal e Ano Novo.