terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

High Flight


Mais um dia, céu cinza, neve, temperaturas não muito agradáveis. A camada de nuvens é espessa, parece não ter fim.

A subida é longa, as nuvens não acabam, trinta minutos voando por entre as nuvens, não consigo ver pra onde vou, confio nos instrumentos, que me dizem que estou no lugar certo.

A subida acaba, as nuvens não, ainda confio nos instrumentos. O ar se torna turbulento por alguns instantes, a vista é espetacular.

Estou acima das nuvens, sinto que posso tocar o Sol, que brilha como nunca vi, as nuvens parecem de algodão, e nunca estiveram tão próximas, não consigo pensar e mais nada, o horizonte é azul, o Sol… O Sol brilha como se fosse o último dia da aventura humana na Terra.

Um dos melhores poemas sobre o vôo já escritos de John Gillespie Magee Jr, um americano que atravessou a fronteira americana para o Canadá durante o início da Segunda Guerra Mundial para lutar contra a Alemanha pela Forca Aérea Britânica, e durante um vôo de teste escreveu este poema, que enviou para sua família numa carta.

High Flight
I have slipped the surly bonds of Earth
And danced the skies on laughter-silvered wings;
Sunward I've climbed, and joined the tumbling mirth
Of sun-split clouds, — and done a hundred things
You have not dreamed of — wheeled and soared and swung
High in the sunlit silence. Hov'ring there,
I've chased the shouting wind along, and flung
My eager craft through footless halls of air…
Up, up the long, delirious burning blue
I've topped the wind-swept heights with easy grace
Where never lark, or ever eagle flew —
And, while with silent, lifting mind I've trod
The high untrespassed sanctity of space,
Put out my hand, and touched the face of God.
— John Gillespie Magee, Jr

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