sexta-feira, 13 de maio de 2011

Viver no Norte ou voltar para o Verde?

O Norte...
Neste mês de Julho de 2011, irá completar um ano que vivo num país situado na América do Norte, e que faz fronteira ao norte com o Canadá, e ao Sul, com os Estados Unidos Mexicanos.
Um país cheio de particularidades, com uma história cultural não muito “rica”, pelo menos na minha opinião. Uns o chamam de “The Melting Pot”, outros preferem compara-lo com uma salada mista, um país com problemas e soluções.

Um país que conserva sua história, seu patrimônio, e que protege não só o seus interesses ao redor do mundo, as vezes com um custo extremamente alto, mas também que protege sua gente.

Gente esta, que vive no norte, que tem sotaque meio que “nasal”, que respeita forasteiros, que respeita a lei, e que respeita a si próprio. Gente que sabe o valor que a família tem, e que, na maioria das vezes, tem consciência de suas ações.

Gente que respeita vagas de estacionamento para deficientes físicos e gestantes (tudo começa no respeito às pequenas coisas), Motoristas que respeitam uns aos outros no trânsito, a educação não é exceção.

Sistema que funciona, ruas limpas, jardins bem conservados e respeitados, policiais que sempre estão ali para ajudar no que você precisar, placas de PARE que significam pare. Sistema que é recebido como algo que deve ser respeitado, e o fora dele vai ser punido. Sociedade educada.

Porém, em breve, chega a hora da decisão, Viver no Norte ou voltar pro Brasil? Viver como estrangeiro tem suas vantagens e desvantagens, porém o sistema funciona, e todos são parte do sistema, ou ainda voltar para o Brasil, e voltar a viver onde a educação é exceção, onde o “jeitinho brasileiro” e a Lei de Gerson imperam.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Moinho de Vento, Tulipas, Holanda? Não, Michigan EUA

Tulipas por todos os lados
 Há 1 ano atrás o que eu conhecia do estado de Michigan nos EUA era apenas aquilo ligado a indústria automobilística, Detroit a capital do automóvel, The Motor City, e que todo o estado estava ligado ou a história da cidade, ou diretamente a indústria.

E aos poucos descubro que essa afirmação não chega nem perto de ser verdadeira. Realmente, boa parte do estado, especialmente o Sudeste, vive em torno da indústria automobilística, o que faz o estado sofrer um bocado devido as flutuações do mercado automobilístico, porém o restante do estado é independente desta indústria, e as paisagens são as mais diversas possíveis, e o mesmo pode se aplicar para a população de Michigan, desde dos mais modernos estilos de vida e até os mais "old fashioned styles", ou seja, pessoas tradicionais, com poucos requintes e que ainda possuem em suas casas, nos subúrbios americanos, celeiros onde podem estocar grãos e ainda criam animais em casa.

Desta vez, o destino é a cidade de Holland, Sudoeste de Michigan, próximo ao Lago Michigan, lago que faz a divisa do estado de Michigan com os Estados de Winsconsin e Illinóis.

Moinho de Vento nos EUA
Mês de Maio as temperaturas já são mais agradáveis, e após seis meses de neve, todos estão alucinados para deixar suas casas, e é tempo de Tulipas. Tulipas podem ser vistas por todo o Norte dos EUA nesta época do ano já que a temperatura e a época do ano são propícias para o seu crescimento, porém é na cidade de Holland onde elas fazem uma verdadeira festa. Tulipas por todos os lados, nas ruas, em todas as esquinas, todas as cores possíveis, até mesmo cores que você irá duvidar, ou ainda mistura de duas ou mais cores. A cidade tem forte descendência holandesa, que está presente desde os restaurantes até o moinho de vento Holandês autentico na cidade.

E apesar da cidade estar distante do litoral americano mais de 1000 quilômetros, existe praia em Holland. O lago Michigan, tem um visual de mar, azul, e infinito ao horizonte, a sensação é que o litoral é logo ali, porém não existe aquele "gosto" de sal no vento que vem do lago.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Chicago,The Windy City

Chicago, também conhecida como Windy City, ou Cidade do Vento, a terceira maior cidade dos Estados Unidos da América, situada as margens do Lago Michigan, um dos Grandes Lagos no estado de Illinois é espetacular. Casa do time do Chicago Bulls, time da NBA onde o Sr. Michael Jordan fez história, Chicago é muito mais que só um time de basquete profissional com 6 títulos ou ainda cidade das compras.

Chicago SkyLine
A cidade por si só já uma grande atração. Limpa, organizada, onde é possível ver e “sentir” as mais diversas situações. Independente da época do ano é uma cidade Cosmopolita, com pessoas das mais diversas culturas, é possível ouvir os mais diversos idiomas, pessoas de todo o globo. Uma cidade que espera para ser descoberta. Compras, monumentos, edifícios, parques, museus, até praia, É uma cidade que vale a pena ser visitada, não importando a época, ou estação do ano, só tenha em mente que devido ao inverno rigoroso, durante os meses de Novembro a Março, a visita pode ser um tanto desconfortável devido aos ventos (é, venta muito na Cidade do Vento) e ainda algumas atrações que só funcionam durante o verão e a primavera.

A cidade possui um sistema de transporte muito bom, o que permite deixar o carro na garagem, ou ainda aproveitar o sistema de trens que conecta Chicago a diversas cidades dos EUA, permitindo um passeio combo, com outras cidades da região, ou até mesmo numa visita de fim de semana numa viagem a trabalho. O trem é confortável, a estação de trem é no centro da cidade, portanto, opções de transportes à Chicago e dentro da cidade, não faltam. Literalmente, esqueça do carro.

Por outro lado, tenha em mente que você irá precisar andar um pouco. A cidade é segura para os pedestres, bem sinalizada, o transito é organizado para uma cidade grande, e durante a noite, toda a cidade é bem iluminada, e o mais importante, algumas atrações estão abertas. Logo, andar poderá ser um pouco cansativo, e você poderá trocar por um taxi ou o ônibus, porém vale a pena sentir o vento.
Com fome? Opções não irão faltar, existem restaurantes dos mais diversos, e claro as redes de fast food também estão em Chicago. É possível até experimentar uma autentica picanha brasileira nas diversas churrascarias da cidade, autenticas churrascarias brasileiras. Mas numa visita a Chicago, não pode-se deixar de lado a conhecida “Chicago Deep Dish Pizza”, uma pizza com aproximadamente 3 centímetros de altura, só de recheio. Porém todas a pizzarias que servem a Chicago Deep Dish Pizza sempre estão lotadas, e a espera nos finais de semana pode chegar a 1 hora, e além disso, a pizza, demora de 40 a 50 minutos para ficar pronta, portanto paciência é parte da Chicago Deep Dish Pizza.

A vida noturna é bastante agitada, especialmente ao redor da Michigan Avenue, onde tudo acontece, e como dizem a respeito de Nova Iorque, São Paulo e outras cidades, Chicago também não dorme. Blues, Jazz, Piano Bar, e até mesmo parques.

Na minha opinião, as principais atrações de Chicago podem ser vistas durante o dia, tais como o Shedd Aquarium, um dos maiores centros de conservação da vida aquática nos EUA, onde é possível baleias, golfinhos, tubarões e muitos outros animais raros. E sempre há exposições especiais com animais aquáticos ainda mais exóticos como Águas Vivas. Imagine uma sala cheia de tanques com as mais diversas espécies de águas vivas, coloridas, transparentes, negras, enfim, uma atração que pode se gastar o dia todo lá e ainda ficar com a sensação de que nem tudo foi visto. Porém é um lugar onde Deus ajuda quem cedo madruga. Chegue cedo, evite filas que vale a pena.

Field Museum
No mesmo complexo, a beira do Lago Michigan, está o Field Museum, um museu de história natural, que possui o mais completo fóssil de Tiranossauro Rex, ou T-Rex já encontrado. Sue, como é chamada está exposta  logo na entrada do museu num estilo “Jurassic Park” além de todo histórico por trás da descoberta do fóssil, assim como todas as análises realizadas. No mesmo museu é possível fazer uma visita às tumbas dos Faraós do antigo Egito, incluindo múmias verdadeiras. Também é possível viajar pela África através de animais empalhados que foram “coletados” durante o início do século XX, incluindo um casal de elefantes africanos. No museu, as filas são menores, porém há muita coisa para ser vista, e o museu é muito grande, portanto prepare-se para, pelo menos, meio dia dentro do museu.

Distante menos de 500 metros do museu está o Adler Planetário, uma atração relativamente antiga, porém para os que gostam de estrelas, e exploração espacial, e também para as crianças, não faltarão atrações. Reserve algum tempo para assistir as exposições especiais. São o ponto alto do planetário.

No meio da cidade, próximo a Union Station, aquela estação de trem que aparece no filme O Casamento do meu Melhor Amigo, que também é um local a ser visitado em Chicago, fica o Willis Tower, conhecido antigamente como Sears Tower, um dos 10 edifícios mais altos do mundo, onde é possível subir até o 103º andar, o Sky Deck e ver boa parte da cidade da cidade de Chicago. A atração ainda conta com o The Ledge, uma área no mesmo andar onde o piso é de vidro, e literalmente, não olhe para baixo quando estiver lá, 412 metros acima do chão é assustador. A visita aqui deve ser feita num dia de sol, pois como Chicago é bastante plana e às margens do Lago Michigan, as nuvens podem ser um fator decisivo. Portanto, se a previsão do tempo mostra dias nublados, aproveite qualquer momento de sol para subir e ver Chicago do alto.

Alguns quilômetros ao norte, está o John Hancock Observatory. Nos mesmos moldes do Willis Tower, porém não tão alto, a visita no John Hancock é mais proveitosa durante a noite, onde o local não é tão lotado, e pode-se aproveitar para um Happy Hour, além da espetacular vista de Chicago a noite.

Estas atrações custam de 17 a 32 dólares, porém dá pra economizar um pouco e comprar o pacote que é chamado CIty Pass. Com ele, você literalmente corta a fila em algumas atrações, o que salva muito tempo já que o tempo de espera em alguns pontos turísticos é maior que duas horas.
Além destas atrações, aproveite de gaste alguma energia andando de bicicleta as margens do lago Michigan. Diferente e saudável.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Osama Morto. Quem será o próximo?

Há algum tempo atrás, uns oito anos atrás, li em algum lugar, que não me lembro, uma matéria escrita por um professor de renome da Universidade Estadual de Campinas, que me desculpem de novo, não me lembro o seu nome, porém sei que ele é um dos poucos, se não o único arqueólogo do Brasil.

Ele dizia que o Império Romano caiu após derrotar todos os seus inimigos. Após a derrota de Cartago, os Romanos dominavam todo o mar Mediterrâneo, e não havia nenhum outro reino, país ou império capaz de dividir o domínio do Mediterrâneo com os Romanos ou ainda lutar por esse domínio. A partir deste ponto, sem inimigos, o Império Romano começou a dar sinais de falência. O povo deixa de ser um a partir do momento que não há algo "do mal" para combater.

O mesmo acontece com os EUA. A nação mais poderosa do mundo, sem sombra de dúvida, precisa de seus inimigos para manter a unidade americana, algo com o que seguir em frente.

Logo, o "Império Americano" necessita de um inimigo, ou algo oposto aos ideais americanos e que represente uma ameaça a unidade do país e seus interesses. E este inimigo já passou por vários países e "personificações". Já foi a Alemanha Nazista, A União Soviética e seu império do Mal durante a Guerra fria, O Iraque e seu ditador Sadam Hussein, Osama e o Taliban, novamente Sadam Hussein, e agora culmina com a morte de Osama.

A morte de Osama foi ovacionada nos EUA, a grande maioria concorda que tal morte é uma recompensa aos atentados em todo o mundo, que a justiça foi feita. Outros dizem que foi uma maneira de que Barack Obama aumentasse sua popularidade às vésperas da eleição presidencial. Os dois lados tem sua parcela de razão. Agora, após a euforia da morte do líder terrorista, as atividades militares dos EUA ao redor do mundo devem ser diminuídas, até a eleição presidencial, e após esta, um novo inimigo deverá ser definido.

Quais serão as características deste inimigo? Será personificado? Questões que ainda estão sem resposta, mas que ajudam e muito aos EUA permanecerem como a nação mais poderosa do mundo que tem parte de sua economia funcionando a todo vapor devido a estes supostos inimigos que devem ser mantidos a uma distância segura, porém não muito distantes, pois seus passos devem ser observados, principalmente durante períodos eleitorais.

domingo, 17 de abril de 2011

Rio. Mais um filme a respeito do Brasil

Ansioso, esperava pelo dia 15 de abril para a estréia do filme de animação Rio com direção de Carlos Saldanha, brasileiro e diretor e co diretor dos filmes, também de animação, A Era do Gelo.

Com vozes de relativa importância como Jamie Fox, Anne Hathaway, George Lopez, e com um brasileiro na direção, estava cheio de esperanças de que o filme mostrasse um Brasil diferente, ou ainda as atrações brasileiras. De certo modo, decepção.

O filme começa com uma festa dos pássaros na Mata Atlântica no Rio de Janeiro, o que dá a deixa para o tráfico de animais. Animais que são enviados para outros países, incluindo os EUA.

O filme mostra o “traficante” de animais recebendo o dinheiro, mas não mostra quem paga (quem recebe e é o incentivador do tráfico).

O filme se prende a meninos órfãos que vivem no Brasil, e que por isso se sujeitam aos mais diversos serviços, macaquinhos que roubam turistas, e ainda o carnaval, onde tudo e todos param para viver o carnaval, e assim, neste clima de carnaval, onde todos os problemas são causados.

O filme tem até uma cena em que numa favela os personagens trocam o jipe que possuem por uma motocicleta sem maiores explicações, e pilotada por um garoto menor de idade, que foi o responsável pela troca dos veículos.

Enfim, o filme mostra o Brasil dos problemas que conhecemos e vivemos, e as mazelas que estamos cansados de ver e viver.

Um filme exporta aquilo que não acontece 100% do tempo, e que poderia deixar de ser lembrado nos filmes e matérias que buscam apenas entretenimento, como neste filme de animação.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O início da maior aventura humana

Há cinqüenta anos, um cara chamado Yuri Gagarin entrava na órbita da Terra, a bordo da Vostok I. Era o início, em minha opinião, a maior aventura da Humanidade. A exploração espacial.

Menos pomposas que as palavras de Neil Armstrong ao pisar na Lua, porém tocantes, nos dando um outro ponto de vista, no qual jamais havíamos pensado: “A Terra é azul!”

A partir dali, o mundo em que vivemos passou a mudar de forma mais rápida e nosso horizontes foram ampliados de maneira assombrosa. Nossos objetivos mundanos foram substituídos por algo maior. Por breves momentos esquecemos nossas nacionalidades, nossas guerras, nossas diferenças, mesmo que por breves momentos, pensamos como Humanidade.

O vídeo é longo, porém vale a pena. Filmado da Estação Espacial Internacional, um vídeo em homenagem a Yuri Gagarin, a primeira espaçonave, e o primeiro vôo espacial da história da Humanidade.





sábado, 9 de abril de 2011

Apenas um dentre tantos outros?

Apenas um Pálido Ponto Azul... Lar?
A sonda espacial americana Voyager na sua viagem rumo aos gigantes gasosos do sistema solar, tirou a foto acima abaixo do planeta Terra. Segundo fontes “internéticas”, a idéia de tirar uma foto da Terra, o que chamamos de lar, foi de Carl Sagan, na minha opinião, um dos maiores cientistas do século XX.

A idéia principal da foto foi registrar a inexatidão que a distância da sonda em relação ao nosso planeta poderia proporcionar. Apenas um pálido ponto azul.

Apenas um pálido ponto azul que aparece como se estivesse suspenso em luz solar. Um acidente de física e ótica.

Será mesmo apenas um acidente?

Suspensos no vale de vida, a perfeição imperfeita de um Universo, planejada “acidentalmente” por um Criador, que destinava a esse pequeno pálido ponto azul, um lugar especial no Universo, um lugar especial, onde haveria vida. Não apenas um planetinha dentre tantos outros que existem no Universo pouco conhecido por nós, mas um planeta que foi projetado para abrigar vida na sua forma mais complexa, pelo Criador.

Criador que faz com tenhamos consciência do que somos, do que somos capazes e do mal e do bem que podemos fazer. E que de vez em quando manda algum sinal para que possamos ficar nos nossos devidos lugares. Pode ser um terremoto, pode ser uma chuva, o que seja, porém isso faz com que paremos e pensemos: Não sou muita coisa. O Universo ainda é um lugar que eu não conheço totalmente e que ainda preciso entender.

Mas se a fotografia acima for apenas um acidente de física e ótica? Quem olha por nós neste momento? Quem se preocupa com este pálido ponto azul além de nós mesmos? Quem é por nós? Considerar que tudo é na verdade um grande amontoado de poeira que devido, entre outros fatores, a gravitação universal, foram se aglutinando, e formando galáxias, estrelas, planetas, luas e outras coisas, e a partir daí, VIDA, também deixará perguntas sem respostas.

Mas se formos especiais? Cristãos, Judeus, Mulçumanos, Hindus, Budistas, etc.. E se formos filhos de um mesmo pai? E se esse pequeno ponto azul é especial e destinado para que nós, A humanidade, desfrute e cresça, como raça e como indivíduos? O que o futuro nos espera? O Sol irá se extinguir em alguns milhares de anos, o que isso significará? Qual será o próximo passo da humanidade? O que este criador estará preparando para nós?

E se não formos especiais? Qual a razão disso tudo? O que o futuro nos aguarda? O que poderemos esperar do acaso?

Apenas esperar.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Santiago de Queretaro, México

Centro de Querétaro
Duas semanas atrás, o trabalho me leva pela terceira vez ao México.
O destino é a cidade de Santiago de Queretaro, no estado de Queretaro, no centro do México distante três horas da Cidade do México. Uma cidade grande, 2000 metros acima do nível do mar.

Um local histórico, palco do movimento constitucionalista Mexicano de 1916, além de possuir um grande complexo industrial e, atualmente, uma das melhores cidades da América Latina para se morar.

Não tenho muito tempo livre, o trabalho irá tomar boa parte do final de semana, então resolvo pegar um taxi para conhecer o centro da cidade, um local com características coloniais, apesar das ruas estreitas como a minha cidade natal no Brasil, Itu, a preocupação em conservar todas as características do período colonial são marcantes. Casarões estão por toda parte, o calçamento das ruas ainda é de pedra, e não existem estacionamentos para veículos. Os estacionamentos são localizados no subsolo, o que ajuda um pouco o extremamente complicado trânsito do centro de Queretaro.

Os lugares a serem visitados são inúmeros, e não podem ser deixados de lado o Mirante, onde é possível ver boa parte da cidade, o Aqueduto, uma construção para trazer água a cidade, o cemitério onde descansam os revolucionários mexicanos da revolução de 1916. Além dos diversos prédios históricos do centro da cidade.

Locais para comer existem a vontade, desde restaurantes com comida mexicana de verdade (como é de se esperar), assim como lanchonetes de Fast Food. Comida mexicana é extremamente saborosa, mas assim como a comida Baiana, por exemplo é bastante apimentada.

Também vale a visita a Bernal, por volta de 40 minutos de Santiago de Queretaro, onde está localizado o terceiro maior monólito do mundo, ou seja terceira maior rocha do mundo, e onde foi filmado Contatos Imediatos de Terceiro Grau, um filme de Spielberg e um clássico da ficção científica.

Queretaro pode ser surpreendente, principalmente para o visitante que acha que conhece tudo a respeito do México ou ainda quem acha que o México é só o que a televisão mostra. Eu era um desses, e agora mudei minha opinião a respeito do nosso vizinho mais ao norte.

Espero voltar em breve ao México.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tão Pequena que o Universo não sentiria a sua falta

Não consigo imaginar que tudo acontece neste pequeno ponto no espaço. Conspirações, Líderes assassinados, vidas que se perdem sem motivo ou explicação. Vidas que mudam devido a líderes que não se preocupam com nada.

Tudo acontece neste pequeno ponto azul, tudo é parte deste pequeno ponto azul. Que um dia irá desaparecer, que um dia será engolido por um outro corpo celeste, e provavelmente não estaremos aqui para ver, provavelmente, a nossa adolescência tecnológica se encarregará de nos extinguir, antes de um meteoro, antes de uma catástrofe natural.

Fazemos o nosso melhor, tentamos o nosso melhor, como indivíduos, porém não como humanidade, o que acabará por selar o nosso destino. O fim.

Portanto, façamos valer cada momento como se este fosse o melhor momento.

A vida não é descrita como o número de vezes de você respirou, e sim o número de momentos que tiraram o seu fôlego.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Encontro dos Líderes

Entro no Estadão.com.br e vejo duas fotos, que mostram pessoas, um tanto quanto influentes, executivos de empresas de tecnologia num encontro com o presidente Americano Barack Obama.

http://blogs.estadao.com.br/link/o-encontro-dos-lideres/

Me chama a atenção, nas duas fotos a presença de uma mesma pessoa, na primeira conversando com o presidente e na segunda, jantando, ao lado do presidente. Não é Steve Jobs. Steve aparece apenas na segunda foto e de costas, mas o garoto está lá.

Criador da mais revolucionária tecnologia dos últimos 30 anos: O Facebook. Salva vidas, resolve o problema do lixo mundial, e por aí vai. Tá, tudo bem, eu uso o Facebook.

A idéia do encontro é criar milhares de empregos para os Americanos com o suporte das empresas de  tecnologia.

Essa eu pago pra ver. Como? Transferindo as linhas de produção da Apple da China para os EUA? Fazer com que para carregar as suas fotos no Facebook você, primeiramente, envia as fotos pelo correio, e aguarda o e-mail dizendo que suas fotos foram carregadas?

Fiquei com a sensação de que um encontro do Ghaddafi e Barack Obama seria mais produtivo.

Qual é o próximo passo da Exploração Espacial?


STS-133 O Último Voo da Discovery
2010 é o ano da aposentadoria dos Ônibus Espaciais.
2010, um ano que será um divisor de águas na exploração espacial, principalmente se tratando da exploração espacial Norte Americana. Baseada, única e totalmente nos Shuttles, não há um substituto imediato a a altura dos Ônibus Espaciais.

Naves espaciais que, sem dúvida alguma, possibilitaram um grande salto na exploração espacial, porém que causaram alguns percalços. A perda da Challenger em 1986 na tentativa de transformar o Ônibus Espacial em algo parecido com vôos comerciais, depois a perda da Columbia, em 2003, ao ignorar uma falha que poderia com alguns recursos ser restaurada no espaço, como foi feito posteriormente, enfim, problemas que poderiam ser evitados.

Fico com a impressão de que os Ônibus se aposentam, porém vão como personas non gratas aos que não acompanham a exploração espacial, aos que ficam sabendo que os Ônibus Espaciais estão a voar devido a problemas ou casos de emergência no espaço.

Para mim, os Ônibus se vão com  sua missão cumprida. E espero, ansiosamente, que alguma espaçonave cumpra o mesmo papel dos Shuttles com tamanha grandeza.

sábado, 5 de março de 2011

Pálido Ponto Azul

Para aqueles que pensam que somos mais importantes que qualquer outra coisa no universo.
Apenas um Pálido Ponto Azul.




Apenas Primatas o que somos?

Pra pensar. Antigo, mas pra pensar.

Na versão original, e também narrado em português.



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Despedida

Fico bem na foto hein? Meus colegas da ISS são bons nisso.

Me preparei muito bem para a minha ultima viagem, gostaria que tudo desse certo, por isso demorei mais que o esperado. Disseram que meu tanque de combustível não estava 100%. Me levaram de volta pro hangar. Passei mais uns dois meses lá, me preparando. Vamos logo, quero subir!

Calma, lembre-se de suas companheiras que não estão mais aqui, que não conseguiram completar suas missões.

Lembre-se que o seguro morreu de velho. Porém, o que seria de mim sem coragem? O que seria de mim sem a curiosidade daqueles que me conceberam? Eu estaria aqui? Provavelmente não. Provavelmente, sem curiosidade, aqueles que me criaram estariam morando em palafitas, ou ainda em cavernas.

Esses meses que me deixaram no hangar, fizeram com que imagens viessem a minha cabeça. STS-107, Crista Mcauliffe, enfim, pensamentos que deveriam estar bem distantes. Mas isso é bom. Fazem com que eu me prepare ainda mais para esta minha ultima viagem, ou melhor, esta última missão.

Para mim, não será diferente, mais algumas voltas ao redor do pálido ponto azul, algumas manobras que seriam de virar a cabeça de qualquer piloto de caça, alguns experimentos, que para mim, são corriqueiros e volto pra casa. E desta vez, volto pra casa aposentada, volto pra casa com a certeza absoluta que cumpri o meu dever, e que deixei a minha herança cientifica para todo o mundo, independente de raça, cor, ou credo.

Mas volto com uma certeza de que algum hangar me espera onde os filhos curiosos dos sujeitos curiosos que me montaram poderão me visitar e e alimentar a vontade de conhecer o desconhecido.
A sensação da missão cumprida está em mim e em toda a minha equipe, e deixo uma homenagem de Robert Crippen, o que voou no primeiro vôo da minha irmã mais velha, Columbia, em 1981, após o seu último vôo, que não teve retorno em 2003.
A Columbia não era linda, exceto para aqueles cuidaram e a amaram.  Sempre falavam mal dela por causa de sua traseira um pouco pesada. Mas muitos de nós pudemos conviver com isso. Muitos disseram que ela era velha, e que seu tempo já havia passado, mas ela só tinha vivido um quarto de sua vida. Columbia ainda tinha um grande número de missões pela frente. Ela, juntamente com a tripulação tiveram suas vidas interrompidas no seu auge. Assim como sua tripulação, a Columbia nos deixou um grande legado.
Depois de mim, virão Endevour, minha irmã mais nova, e então Atlantis. Todas iremos para lugares de repouso e honra onde poderemos ser admiradas por todos.
O que virá depois? Marte talvez, A Lua? Provavelmente.

Dados da Discovery
Número de série: OV-103
País: Flag of the United States.svg EUA
Status: Ativo
Primeiro Vôo: STS-41D em 30 de agosto de 1984
Último Vôo: STS-133 24 de fevereiro de 2010
Número de Missões: 39
Tripulantes: 246 (aproximado)
Tempo em órbita: Mais que 360 dias
Número de órbitas: 5.628
Distância percorrida 230.003.477km (aproximado)
Satélites lançados 31 incluindo o Telescópio Hubble

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O importante é conquistar votos

Hoje li esta notícia no Portal IG:

Alckmin nomeia Ronaldo para Comitê da Copa de 2014

Conforme declarado pelo governador Alckmin, a quem admiro, Ronaldo fará parte do comitê especial para a copa de 2014.

O que fará este comitê especial?

O que fará Ronaldo neste comitê especial?

O que é este comitê especial?

O importante que o pessoal gostou da notícia, se vai funcionar, se aeroportos serão melhorados, se obras realmente sairão do papel, isto é outra história, que não tem a menor importância.

A copa vai acontecer de qualquer maneira…

Mais uma coisa: Fielzão é nome de estádio? Estádio pra abertura da copa?

Enquanto nos outros países, os estádios tem nome imponentes, no Brasil, o estádio da abertura da copa se chamará Fielzão.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Imported from Detroit

Este deve ser o terceiro post sobre a cidade de Detroit e o comercial da Chrysler que foi exibido durante o Superbowl no dia 9 de fevereiro, que foi considerado o melhor comercial do Superbowl, com uma mensagem bastante contundente a respeito da cidade de Detroit.

Detroit que já foi a cidade mais rica dos EUA, e agora sofre com a falta de emprego, com a recessão da economia americana, com as empresas que se mudaram de Michigan para o Sul dos EUA de modo a conseguir mão de obra mais barata, para sobreviver com a vinda dos importados.

A cidade mudou, taxas de analfabetismo extremamente altas, bairros completamente vazios, que sofrem com incêndios, e com criminosos. Enfim, a cidade sofre, e muito, com a redução dos empregos na indústria automobilística, já que todos viviam em torno dela.

Daí, uma montadora coloca como destaque num comercial, a sua origem, a cidade de Detroit, e este comercial é eleito o melhor comercial do Superbowl. Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato do comercial ressaltar a história da cidade e da própria montadora. Ressaltar a sua origem, de onde veio e para onde ou para quem vai, não tentar esconder a sua origem e fazer com que as pessoas que vivem na cidade e na região de Detroit se sintam parte de algo maior, algo que realmente pode mudar a vida das pessoas, mesmo que seja por meros 60 segundos.

Abaixo, segue a transcrição do comercial, e uma tradução pessoal do texto.


I got a question for you. What does this city about luxury? humm? What does a town that’s been to hell and back know about the finer things in life? Well, I’ll tell you. More than most.
You see, it’s the hottest fires that make the hardest steel. Add work and conviction. And know how that runs generations deep in every last one of us. That’s who we are. That’s our story.
Now it’s probably not the one you’ve been reading in the papers. The one being written by folks who have never even been here and don’t know what we’re capable of.
Because when it comes to luxury, it’s as much about where it’s from as who it’s for.
Now we’re from America – but this isn’t New York City. Or the Windy City. Or Sin City. And we’re certainly no one’s Emerald City.
This is the motor city. And this is what we do.

Eu tenho uma pergunta pra você. O que esta cidade sabe sobre luxo? Hum? O que uma cidade que esteve no inferno e voltou sabe sobre as melhores coisas da vida? Bem, vou te dizer. Mais que a maioria.
Veja, os mais quentes fornos é que fazem os melhores aços. Adicione trabalho e convicção. E trabalho, cada um de nós, por gerações. Isto é o que somos, Esta é a nossa história.
Agora, provavelmente não é aquela que você tem lido nos jornais. Aquela escrita por pessoas que nunca nem estiveram aqui e não sabem do que somos capazes.
Porque quando se trata de luxo, o que importa é de onde é e para que é feito.
Agora, nós somos a América – mas não Nova York, ou a Cidade do Vento (Chicago), ou Sin City. E com certeza não somos Emerald City.
Esta é The Motor City. E isto é o que nós fazemos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Detroit

GM Headquarters Centro de Detroit
No dia 9 de fevereiro de 2011, na cidade de Dallas no Texas, aconteceu a final do Futebol Americano, conhecida também como Superbowl, que pode ser considerado o evento de maior audiência na TV americana. E por se tratar de um evento de grande audiência, as empresas aproveitam para fazer comerciais que causem impacto, e desta vez não foi diferente.

Uma montadora de carros americana colocou um comercial que colocava em evidência a cidade de Detroit, no estado americano de Michigan. A região de Detroit é onde teve início a história automobilística dos EUA.

O comercial começava com os seguintes dizeres: Eu tenho uma pergunta para você: O que essa cidade sabe sobre luxo? O que uma cidade que já esteve no inferno conhece a respeito das melhores coisas da vida? Bem, vou te dizer, Conhece mais que a maioria.

Detroit já foi a cidade mais rica dos EUA, e hoje, é uma das cidades que mais sofre com a crise econômica nos EUA, devido, entre outros fatores ao alto custo da mão de obra na região, o que fez com que as montadoras mudassem algumas de suas plantas para outros estados com mão de obra mais barata, o que trouxe uma grande taxa desemprego não só na cidade, mas como também em toda a região ao redor de Detroit que sempre viveu em torno da indústria automobilística.

Detroit, na minha opinião, lembra bastante a cidade de São Paulo. Traços de arquitetura francesa,largas avenidas, teatros, e eventos esportivos. A cidade pulsa. Mas também dorme.
Vale a pena a visita, principalmente no meio da primavera, quando as temperaturas são mais agradáveis e os passeios ao ar livre são possíveis. Há museus muito bons, como o DIA (Detroit Institute of Arts), na Woodward avenue, que também é a primeira rua com pavimento dos EUA.

Os restaurantes na cidade são muito bons, encontrar um bom hambúrger é bastante fácil, e muito diferente dos conhecidos Fast Foods. Vale a pena experimentar um verdadeiro hambúrguer.

Gosta de apostar? Há cassinos além de Las Vegas, É possível apostar em Detroit.

Há também o Quartel General da General Motors no Renaissance Center uma área bastante especial na cidade e também próxima ao Rio Detroit, que é fronteira com a cidade de Windsor no Canadá.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

High Flight


Mais um dia, céu cinza, neve, temperaturas não muito agradáveis. A camada de nuvens é espessa, parece não ter fim.

A subida é longa, as nuvens não acabam, trinta minutos voando por entre as nuvens, não consigo ver pra onde vou, confio nos instrumentos, que me dizem que estou no lugar certo.

A subida acaba, as nuvens não, ainda confio nos instrumentos. O ar se torna turbulento por alguns instantes, a vista é espetacular.

Estou acima das nuvens, sinto que posso tocar o Sol, que brilha como nunca vi, as nuvens parecem de algodão, e nunca estiveram tão próximas, não consigo pensar e mais nada, o horizonte é azul, o Sol… O Sol brilha como se fosse o último dia da aventura humana na Terra.

Um dos melhores poemas sobre o vôo já escritos de John Gillespie Magee Jr, um americano que atravessou a fronteira americana para o Canadá durante o início da Segunda Guerra Mundial para lutar contra a Alemanha pela Forca Aérea Britânica, e durante um vôo de teste escreveu este poema, que enviou para sua família numa carta.

High Flight
I have slipped the surly bonds of Earth
And danced the skies on laughter-silvered wings;
Sunward I've climbed, and joined the tumbling mirth
Of sun-split clouds, — and done a hundred things
You have not dreamed of — wheeled and soared and swung
High in the sunlit silence. Hov'ring there,
I've chased the shouting wind along, and flung
My eager craft through footless halls of air…
Up, up the long, delirious burning blue
I've topped the wind-swept heights with easy grace
Where never lark, or ever eagle flew —
And, while with silent, lifting mind I've trod
The high untrespassed sanctity of space,
Put out my hand, and touched the face of God.
— John Gillespie Magee, Jr

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

The Motor City

Um dos melhores comerciais que eu já vi.
Os fornos mais quentes fazem os melhores aços.