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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

United States of America

O que vem a mente ao ver tal bandeira?
1. Um lugar onde o imperialismo americano reina?
2. Onde pode se comprar eletrônicos e demais artigos de luxo mais baratos?
3. Um lugar conhecido por seus atores e atrizes famosos, atuando em Hollywood?
4. A maior democracia do mundo?
5. A maior economia do mundo?
6. Uma nação que coloca em primeiro lugar seus valores e interesses?
7. Um país que conserva a história, boa ou ruim, mas história?
8. O melhor lugar para se encontrar o melhor hambúrguer do mundo?
Eu prefiro ficar com as alternativas 4, 5, 6, 7, e 8.
Acho que essas alternativas, resumem bem o que penso a respeito deste país que vivo desde do mês de Julho de 2010.

Por outro lado, sei que a minha opinião não é das mais aceitas no país de onde vim. Abaixo são as mais comuns:
- País de terroristas;
- País das coisas baratas (essa é boa);
- A maior quantidade de Hard Rock Cafés por quilômetro quadrado;
- Lugar onde os ETs pousar suas naves espaciais durante as suas visitas a Terra.

Estas são apenas algumas das muitas expressões que ouço e vejo na internet, especialmente nas redes sociais. Leia-se Facebook.

Queremos viajar para os EUA, para que possamos comprar aquele tênis Nike, que custa 500 reais no Brasil, ou ainda pra comprar roupas de marca, qualquer que seja, mas é importante que a grife seja visível à quilômetros de distância, tais como GAP, Polo, essas coisas. Ou ainda para ir aos Hard Rock Cafés, que existem aos montes, tais como em Chicago, Detroit, Nova Iorque, Orlando, San Francisco, e por aí vai, ou até mesmo ir ao TGI Fridays numa sexta feira.

Mas este lugar não se resume somente a compras, ou ainda Hard Rock Cafés. Este lugar tem história.

Thomas Edison, Henry Ford, Irmãos Wright, Franklin D. Roosevelt, só pra citar os mais recentes, foram personagens que tiveram participação direta no rumo que o mundo tomava nas suas épocas, mesmo que ainda existam questões referentes a invenção do avião, os Irmãos Wright foram pioneiros.

Confesso que fico um pouco decepcionado, para não dizer irritado com as viagens que planejamos, e que acabam somente em compras. A pergunta que faço é a seguinte: Quais são as lembranças que você guarda da sua viagem aos EUA?

Acho que resposta deveria se encaixar no seguinte:
- Fui até o norte do estado de Nova Iorque durante o outono, e vi as árvores mudando de cor, do verde, para o amarelo e vermelho, um festival de cores.
- Subi ao Empire State e vi toda a ilha de Manhattan e também a estátua da liberdade.
- Tirei fotos com o Pateta na Disney, me diverti lá.
- Vi o parque de Yellowstone.
- O que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas.

Porém as repostas ficam contidas aos Macbooks, Ipads, tênis Nike, roupas de marca, ou ainda, cremes da Victoria Secret.

Ou ainda, existem aqueles que vêm aos Estados Unidos da America para estudar a língua que se tornou fundamental para se conseguir uma boa posição no mercado de trabalho. Estes se sujeitam a qualquer coisa para ter o seu curso de inglês nos EUA, porém se esquecem do principal, falar inglês, estudar, se rodear de pessoas que falam inglês, para aproveitar o máximo da estadia por aqui, mas preferem praticar o português, brasileiro de preferência. E não são poucas as vezes que após uns 4 ou 6 meses estudando parcialmente a língua inglesa, já que passam 65% do tempo livre praticando o português brasileiro, querem ir embora, e dizem a pérola abaixo:

"...não preciso mais ficar aqui, já comprei tudo o que eu queria..."

Na minha opinião, poderia ser:

"...não preciso mais ficar aqui, já visitei todos os lugares que eu queria, ou a maioria deles, e também comprei bastante coisas pra levar pra casa..."

Roupas encolhem, ficam surradas, tênis furam, ficam gastos, cremes da Victoria Secret? Esses também acabam, computadores quebram.

Mas memórias, essas não, mesmo que as suas fotos que estavam guardadas no seu novo computador sejam deletadas, nada vai apagar ou tirar as memórias da sua viagem de você.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Viver no Norte ou voltar para o Verde?

O Norte...
Neste mês de Julho de 2011, irá completar um ano que vivo num país situado na América do Norte, e que faz fronteira ao norte com o Canadá, e ao Sul, com os Estados Unidos Mexicanos.
Um país cheio de particularidades, com uma história cultural não muito “rica”, pelo menos na minha opinião. Uns o chamam de “The Melting Pot”, outros preferem compara-lo com uma salada mista, um país com problemas e soluções.

Um país que conserva sua história, seu patrimônio, e que protege não só o seus interesses ao redor do mundo, as vezes com um custo extremamente alto, mas também que protege sua gente.

Gente esta, que vive no norte, que tem sotaque meio que “nasal”, que respeita forasteiros, que respeita a lei, e que respeita a si próprio. Gente que sabe o valor que a família tem, e que, na maioria das vezes, tem consciência de suas ações.

Gente que respeita vagas de estacionamento para deficientes físicos e gestantes (tudo começa no respeito às pequenas coisas), Motoristas que respeitam uns aos outros no trânsito, a educação não é exceção.

Sistema que funciona, ruas limpas, jardins bem conservados e respeitados, policiais que sempre estão ali para ajudar no que você precisar, placas de PARE que significam pare. Sistema que é recebido como algo que deve ser respeitado, e o fora dele vai ser punido. Sociedade educada.

Porém, em breve, chega a hora da decisão, Viver no Norte ou voltar pro Brasil? Viver como estrangeiro tem suas vantagens e desvantagens, porém o sistema funciona, e todos são parte do sistema, ou ainda voltar para o Brasil, e voltar a viver onde a educação é exceção, onde o “jeitinho brasileiro” e a Lei de Gerson imperam.